Resultados Financeiros da Log Comercial
A Log Comercial apresentou um lucro líquido de R$ 134 milhões no período entre janeiro e março, representando um aumento de 55,2% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. O lucro por ação foi de R$ 1,53, com um crescimento de 54,6%.
Distribuição de Dividendos
A companhia também aprovou a distribuição de R$ 31,8 milhões em dividendos, o que equivale a R$ 0,364 por ação. O pagamento está previsto para ocorrer em 30 de junho de 2026.
Receita e Ebitda
A receita líquida totalizou R$ 66,1 milhões, demonstrando um crescimento de 19,4% em relação ao ano passado. O Ebitda, que reflete o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 185,1 milhões, com uma alta de 53,2%, resultando em uma margem de 280,1%.
Desempenho por Segmento
O desempenho financeiro da empresa foi impulsionado principalmente pelo segmento de desenvolvimento, cujo Ebitda cresceu 76,3%, atingindo R$ 128,9 milhões. Na área de locação, o Ebitda registrou R$ 56,2 milhões, com um crescimento de 17,9% e uma margem de 85%.
Desempenho Financeiro
O resultado financeiro, no entanto, exerceu pressão sobre o balanço da empresa. A linha de resultados apresentou uma variação negativa de R$ 39,9 milhões, comparado a R$ 26 milhões negativos no mesmo período do ano anterior, impactada pelo aumento da taxa do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) durante o trimestre. A companhia informou que este aumento elevou as despesas com juros, uma vez que o CDI médio mensal foi aproximadamente 14% superior ao do mesmo período em 2025.
Dívida da Companhia
Ao final de março, a Log detinha uma dívida líquida ajustada equivalente a 1,8 vezes o Ebitda dos últimos 12 meses, um aumento em relação a 1,2 vezes em comparação ao ano anterior. No entanto, a empresa ressaltou que a conclusão da venda de ativos ao novo fundo imobiliário ILCP11 deverá reduzir a alavancagem para 0,3 vez em termos pró-forma, o que representaria o menor índice em cinco anos.
Alienação de Ativos
A transação, anunciada em fevereiro e formalizada em maio, envolve a venda de 11 ativos operacionais estabilizados, somando cerca de 333 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), pelo valor de R$ 1,02 bilhão. A companhia destacou que “a transação está plenamente alinhada à estratégia da empresa, evidenciando a capacidade de geração de valor aos acionistas por meio de operações de reciclagem de ativos”.
Estrutura de Recebimento e Consultoria
Em relação aos pagamentos, aproximadamente 80% do total será recebido à vista, enquanto o restante será convertido em cotas do fundo. Nesse formato, a Log enfatiza que a operação permite “capturar valor relevante já no momento da venda, sem abrir mão de parte da geração futura de resultados”. A estimativa é que a companhia receba cerca de R$ 800 milhões no segundo trimestre com a conclusão da operação. Além disso, a Log continuará atuando como consultora imobiliária do fundo, com uma remuneração correspondente a 0,50% do patrimônio sob gestão, o que reforça a posição da empresa como uma plataforma integrada no setor logístico.
Desempenho Operacional
Durante o trimestre, a Log entregou 65,5 mil metros quadrados de ABL, alcançando 100% de pré-locação. De acordo com a administração, esse alto nível de ocupação antecipada “reforça a previsibilidade de geração de receita” e aumenta a liquidez dos ativos.
Indicadores de Vacância e Absorção
A taxa de vacância estabilizada ficou em 1,10%, enquanto a absorção bruta atingiu 185,8 mil metros quadrados. O ticket médio de locação foi de R$ 23,84 por metro quadrado, refletindo uma alta de 13% ao longo de 12 meses. O indicador de Same Client Rent (SCR), que mede o reajuste real dos contratos, foi de 2,79%, superando a inflação pelo 15º trimestre consecutivo.
Análise do Crescimento
A companhia afirmou que “a combinação entre alta ocupação, pré-locação relevante e crescimento real de preços tem sustentado a expansão da receita recorrente e contribuído para a diluição de riscos operacionais”.
Avanço da Receita de Serviços
A Log também destacou o crescimento da receita proveniente de serviços, que totalizou R$ 8,3 milhões no trimestre, representando um aumento de 93,7% em relação ao ano anterior, com uma margem bruta de 70,6%. De acordo com a empresa, a plataforma possui “escala, margens atrativas e alto potencial de crescimento”, o que deve resultar em uma alocação de capital mais eficiente ao longo do tempo.
Fonte: www.moneytimes.com.br
