Resultados do Itaú no Quarto Trimestre de 2025
O Itaú (ITUB4) reportou um lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões no quarto trimestre de 2025, representando um aumento de 13,2% em relação ao mesmo período de 2024, conforme um documento divulgado ao mercado na quarta-feira, dia 5.
A soma está dentro das previsões da Bloomberg, que esperava um lucro de R$ 12,1 bilhões.
Conhecido por sua consistência nos resultados, o Itaú confirma o bom desempenho operacional que tem apresentado nos últimos anos. Considerado por analistas como o banco mais seguro da bolsa, diferentemente de concorrentes como Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11), o Itaú não enfrentou deterioração significativa nas principais métricas, como inadimplência e ROE (retorno sobre o patrimônio líquido).
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Desempenho do ROE
No que tange ao ROE, o banco, mais uma vez, superou a rentabilidade dos seus concorrentes, alcançando um retorno de 24,4%, estável durante o trimestre, enquanto o Santander finalizou o período com ROE de 17,6%. A última ocasião em que o Itaú registrou retorno superior a esse percentual foi no segundo trimestre de 2015, com 24,8%.
O crescimento do lucro foi impulsionado pela expansão da margem financeira com os clientes. Os indicadores de qualidade de crédito apresentaram melhora ao longo do ano, resultando em um aumento de 6,1% nos custos de crédito durante o período.
Segundo o CEO Milton Maluhy Filho, “entregamos resultados consistentes em 2025 com disciplina de risco, solidez e governança robusta. Isso se reflete também no nosso ecossistema de investimentos, no qual administramos, gerimos e custodiamos cerca de R$ 4,1 trilhões em recursos.”
Melhorias nos Indicadores Financeiros
Entre os principais indicadores do banco, houve melhoria em diversas áreas. A margem financeira com os clientes aumentou 8,6% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 30,9 bilhões. Já a margem financeira gerencial atingiu R$ 31,5 bilhões, com uma elevação de 7,3%.
Segundo informações do banco, a linha de margem financeira foi impactada por um aumento no volume médio de crédito, crescimento na margem com passivos e uma maior eficiência em resultados com capital de giro próprio.
Além disso, as receitas de serviços e seguros aumentaram 6,3% no ano, devido à:
- expansão das receitas provenientes da administração de recursos,
- crescimento nos ganhos com a emissão de cartões,
- elevação nas receitas de pagamentos e recebimentos.
Índice de Inadimplência do Itaú
O índice de inadimplência, que serve como um importante indicador da capacidade dos clientes do Itaú em cumprir suas obrigações financeiras acima de 90 dias, permaneceu estável em 1,9%. Dessa forma, o banco conseguiu manter os níveis de calotes sob controle, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador.
O indicador de inadimplência na faixa de 15 a 90 dias, incluindo títulos e valores mobiliários, apresentou uma queda de 0,4 pontos percentuais, fechando o trimestre em 1,6%. No segmento de grandes empresas, a inadimplência registrou uma redução de 1 ponto percentual, com a taxa no curto prazo concluindo o trimestre em 0,03%.
As reduções foram atribuídas a um cliente específico que apresentou atraso no trimestre anterior e teve sua carteira cedida no quarto trimestre. Além disso, o banco conseguiu uma melhora nas taxas de inadimplência sem sacrificar o crescimento da carteira, que aumentou 6%, totalizando R$ 1,4 trilhão. No segmento de pessoas físicas, o crescimento foi de 6,6%, com destaques para as altas em:
- crédito imobiliário (+12,8%),
- cartão de crédito (+8%),
- crédito pessoal (+2,2%).
No entanto, um outro indicador relevante da saúde financeira do banco, que é a despesa com provisão para créditos de liquidação duvidosa gerencial, ficou em R$ 10 bilhões, com um crescimento de 4,9%. Por outro lado, as despesas não decorrentes de juros alcançaram R$ 17,3 bilhões, aumento de 3,7%, refletindo um crescimento de 18,2% nas despesas relacionadas à tecnologia e um maior gasto com pessoal.
Perspectivas de Crescimento do Itaú
O Itaú também atualizou suas projeções de crescimento para 2026, prevendo um aumento de até 9,5% na carteira de crédito, superando a expectativa do ano anterior, que era de até 8,5%. A margem financeira com clientes deve registrar uma expansão, com altas estimadas entre 5,0% e 9,0% durante o período.
A margem financeira com o mercado é projetada para variar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões. Em relação ao risco de crédito, o banco estima um custo que deverá ficar entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões ao longo de 2026.
Além disso, a receita de prestação de serviços e o resultado de seguros têm previsão de crescimento entre 5,0% e 9,0%, enquanto as despesas não decorrentes de juros devem apresentar um avanço mais moderado, variando entre 1,5% e 5,5%.
Veja abaixo as projeções:
| Indicador | Guidance 2026 |
|---|---|
| Carteira de crédito total | Crescimento entre 5,5% e 9,5% |
| Carteira de crédito – Brasil | Crescimento entre 6,5% e 10,5% |
| Margem financeira com clientes | Crescimento entre 5,0% e 9,0% |
| Margem financeira com o mercado | Entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões |
| Custo do crédito | Entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões |
| Receita de prestação de serviços e resultado de seguros | Crescimento entre 5,0% e 9,0% |
| Despesas não decorrentes de juros | Crescimento entre 1,5% e 5,5% |
| Alíquota efetiva de IR/CS | Entre 29,5% e 32,5% |
Fonte: www.moneytimes.com.br

