Suzano (SUZB3) Apresenta Resultados do 1º Trimestre de 2026
A Suzano (SUZB3) divulgou um lucro líquido de R$ 4,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), o que representa uma queda de 32% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado ocorreu em um contexto caracterizado por preços elevados de celulose, mas foi impactado de forma significativa pela valorização do câmbio e pela redução do volume de vendas sequencial.
Receita e Ebitda
A receita líquida totalizou R$ 10,9 bilhões, apresentando uma diminuição de 5% em relação ao 1T25 e uma queda de 16% frente ao trimestre anterior. Essa redução foi principalmente atribuída à valorização do real em relação ao dólar, além de um volume menor de vendas. O Ebitda ajustado alcançou R$ 4,6 bilhões, representando uma queda de 6% em comparação ao ano anterior. A margem do Ebitda manteve-se estável em 42%.
Desempenho do Mercado de Celulose
De acordo com a empresa, o mercado de celulose teve um desempenho positivo no primeiro trimestre, com sucessivos aumentos nos preços, impulsionados por uma demanda mais aquecida por papel. “O mercado foi favorecido, especialmente pela continuidade de aumentos nos preços, mesmo em meio a uma maior incerteza geopolítica”, informou a Suzano em um comunicado emitido na noite desta quarta-feira (29).
Apesar desse cenário favorável, a Suzano enfatizou que a valorização do real em comparação ao dólar representou um fator de pressão sobre os resultados. “Na comparação anual, o aumento do volume e do preço da celulose foi compensado pela forte apreciação cambial”, afirmou a empresa.
Celulose e Volume de Vendas
O volume de vendas de celulose alcançou 2,8 milhões de toneladas, o que implica um aumento de 7% na comparação anual. Simultaneamente, o preço médio por tonelada foi de aproximadamente US$ 560, um incremento de 1%. No entanto, o efeito cambial limitou o desempenho em termos de moeda local. “A desvalorização do dólar médio em relação ao real impactou os resultados, mesmo com a alta nos preços em dólar”, destacou a Suzano.
A empresa acredita que o cenário global continua sustentado por uma demanda robusta, especialmente vinda da China, além de restrições na oferta. “Esse ambiente tem sido marcado por aumentos contínuos de preços”, afirmou a companhia.
Segmento de Papel e Impacto nos Resultados
No segmento de papel, os volumes vendidos caíram 3% em relação ao ano anterior, e os preços recuaram 8%, sob pressão tanto do cenário internacional quanto do câmbio. “A redução nos preços ocorreu em todos os segmentos de papel, influenciada pela valorização do real”, explicou a companhia. Como resultado, o Ebitda do segmento de papel foi reduzido em 14% em relação ao ano anterior, refletindo a diminuição nos preços e volumes.
Custos e Geração de Caixa
O custo caixa de produção de celulose, sem interrupções, foi de R$ 802 por tonelada, apresentando uma queda de 7% em comparação ao ano anterior. Essa diminuição foi favorecida pela redução nos preços de insumos e pelo efeito da valorização cambial. “A queda no custo caixa foi notável na comparação anual, impulsionada principalmente pela desvalorização do dólar e pela diminuição dos custos de insumos”, detalhou a Suzano.
Em termos de geração de caixa operacional, a empresa registrou um total de R$ 2,5 bilhões, o que representa uma diminuição de 4% em comparação ao ano anterior e uma queda de 31% em relação ao trimestre anterior. O resultado financeiro foi positivo em R$ 4,6 bilhões, beneficiado pela variação cambial e operações com derivativos. “As variações cambiais tiveram um impacto positivo no resultado financeiro nesse período”, concluiu a companhia.
A alavancagem da empresa encerrou o trimestre com uma relação de 3,3 vezes entre a dívida líquida e o EBITDA em dólar, apresentando uma leve alta em relação ao trimestre anterior.
Fonte: www.moneytimes.com.br

