Lula considera “triste” a retirada de pauta da taxação de bilionários
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em declarações feitas nesta quinta-feira, expressou seu descontentamento em relação à decisão da Câmara dos Deputados, que na véspera retirou de pauta a medida provisória que tratava da taxação de aplicações financeiras, levando à condenação de sua validade. Apesar da derrota, Lula afirmou que os mais ricos não poderão escapar do imposto que devem pagar no Brasil.
Críticas à decisão do Congresso
Durante a inauguração de uma fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, Lula descreveu a votação como "triste", afirmando que uma parte do Congresso Nacional se opôs à taxação proposta para aqueles que têm grande riqueza. Ele mencionou que aqueles que ganham mais em comparação aos trabalhadores deveriam contribuir de forma mais justa para o sistema tributário.
“Se um trabalhador pode pagar 27,5% (de Imposto de Renda), porque um ricaço não pode pagar 18%? Ainda fizemos acordo para 12% e eles não quiseram pagar. Eles podem saber que é uma questão de dias: eles vão pagar o imposto que merecem aqui no Brasil, porque o povo trabalhador não vai deixar isso barato”, ressaltou o presidente.
Aprovação da retirada de pauta
A Câmara dos Deputados, na quarta-feira, decidiu pela retirada de pauta da medida provisória 1303, que abordava a taxação de aplicações financeiras. Essa ação inviabilizou a votação da proposta a tempo, levando à sua perda de validade. A medida precisava ser aprovada pelos plenários da Câmara e do Senado ainda no mesmo dia, causando uma derrota significativa para o governo que busca equilibrar as contas públicas.
Defesa dos direitos dos trabalhadores
Mais tarde, em um evento realizado na Bahia, Lula reiterou a necessidade de eliminar os privilégios de uma pequena parte da população e voltou a criticar a disparidade na cobrança de tributos entre as diversas classes sociais.
“Nós somos a maioria. E se nós somos a maioria, e a gente usar a consciência da gente, a gente consegue fazer a maior revolução pacífica e democrática que esse país precisa que seja feita”, afirmou durante a cerimônia de investimentos da Petrobras e do Ministério de Portos e Aeroportos na Bahia.
O presidente concluiu enfatizando a importância de acabar com os privilégios que, segundo ele, impedem que todos os cidadãos tenham o mesmo direito no país.
Fonte: www.moneytimes.com.br


