Apoio de Lula ao Papa Leão XIV
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, membro do Partido dos Trabalhadores (PT), expressou, nesta quarta-feira (15), a sua "mais profunda solidariedade" ao papa Leão XIV, cujo nome é Robert Francis Prevost. Segundo Lula, o papa tem sido "atacado por poderosos". Esta declaração foi feita em um pronunciamento enviado à 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em meio a críticas direcionadas ao líder da Igreja Católica por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Controvérsia com Donald Trump
A controvérsia teve início no último domingo (12), quando Trump afirmou que Leão XIV deveria "parar de ceder à esquerda radical". Nos dias subsequentes, o presidente americano intensificou suas críticas, classificando o papa como "fraco no combate ao crime e péssimo em política externa".
O papa, sendo o primeiro americano a ocupar o cargo papal, respondeu às críticas com declarações diretas. Ele citou a Bíblia, afirmando que "Jesus não escuta as orações daqueles que fazem guerras". A mensagem enfatizou que tais orações são rejeitadas, uma vez que as mãos dos oradores estão "cheias de sangue".
Retrações de Trump
Na madrugada do dia 15, Trump voltou a direcionar comentários negativos ao papa, ressaltando a situação no Irã. Ele declarou: "Alguém pode dizer para o papa Leão que o Irã matou ao menos 42 mil manifestantes inocentes e desarmados nos últimos dois meses, e que ter uma bomba nuclear é completamente inaceitável?" Esta mensagem foi compartilhada em um post na rede social Truth Social.
Solidariedade e Defesa dos Vulneráveis
Em seu vídeo enviado aos bispos brasileiros, Lula fez um apelo aos católicos, destacando a necessidade de apoio ao papa, e observou que líderes que se dedicam à paz e à proteção dos mais vulneráveis frequentemente enfrentam resistência de grupos influentes. O presidente também sublinhou a relevância do trabalho desenvolvido pela CNBB na promoção e defesa da democracia.
Lula reafirmou seu "respeito e admiração por uma instituição que, em momentos delicados de nossa história recente, esteve à frente na luta pela democracia". O presidente elogiou o papel da CNBB ao enfrentar a ditadura, apoiar os perseguidos durante o regime militar e colaborar com as greves dos trabalhadores urbanos, além da luta dos agricultores pelo direito à posse da terra.
Relações Diplomáticas e Iniciativas da Igreja
Essa manifestação de Lula incluiu a comemoração dos 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé. O presidente ressaltou que as iniciativas da Igreja Católica continuam a servir como referência na criação de políticas públicas e na promoção da inclusão social.
Lula também mencionou a campanha da fraternidade promovida pela Igreja neste ano, que teve como tema "Moradia e Fraternidade". O presidente recordou que o programa governamental Minha Casa, Minha Vida está em sintonia com a proposta da instituição religiosa.
Anúncio do Governo sobre Habitação
Na quinta-feira, durante uma coletiva, Lula e o ministro das Cidades, Vladimir Lima, revelaram que o governo brasileiro destinará R$ 20 bilhões do Fundo Social para o programa Minha Casa, Minha Vida. Essa medida aumentará o orçamento do projeto habitacional para R$ 200 bilhões.
Compromisso com a Liberdade Religiosa
Em seu discurso direcionado aos bispos, Lula concluiu reafirmando o compromisso do governo com o Estado laico e a plena garantia da liberdade religiosa, enfatizando a importância do respeito às práticas religiosas diversas no Brasil.
Fonte: www.moneytimes.com.br


