Tensão no Estreito de Hormuz
Ação dos EUA
Em uma foto divulgada pelo Comando Central dos EUA, as forças americanas realizam patrulhamento no Mar Arábico, próximo ao navio M/V Touska, no dia 20 de abril de 2026. Este patrulhamento resulta de disparos feitos contra uma embarcação com bandeira iraniana, que os Estados Unidos acusaram de tentar violar o bloqueio naval imposto aos portos iranianos nas proximidades do Estreito de Hormuz.
Declarações do Presidente
Na quinta-feira, o presidente Donald Trump anunciou que ordenou à Marinha dos Estados Unidos "atirar e matar qualquer barco" que estiver colocando minas no Estreito de Hormuz. O presidente ressaltou que "não deve haver hesitação", por meio de uma postagem em sua rede social, Truth Social.
Trump também comunicou que está direcionando os varredores de minas dos EUA a continuar com a limpeza do estreito "em um nível triplicado". Essa declaração indica um aumento nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã em relação a esta rota vital para o transporte de petróleo, que foi substancialmente interrompida desde o início do conflito no final de fevereiro.
Bloqueio Naval
O presidente tem pressionado de forma agressiva o Irã para que reabra totalmente o estreito como parte de um frágil cessar-fogo, que estava previsto para terminar nesta semana antes de ser prorrogado unilateralmente por Trump. Os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval retaliatório aos portos iranianos na região, com o objetivo de obrigar Teeran a afrouxar seu controle sobre a via navegável e retornar à mesa de negociações.
Simultaneamente, Trump afirmou que é os Estados Unidos, e não o Irã, que estão no comando do estreito. "Nós temos controle total sobre o Estreito de Hormuz", destacou em outra postagem na Truth Social na manhã de quinta-feira. "Nenhum navio pode entrar ou sair sem a aprovação da Marinha dos Estados Unidos. Está ‘bem selado’ até que o Irã seja capaz de fazer um ACORDO!!!", acrescentou.
Dados sobre o Bloqueio
O Comando Central dos Estados Unidos informou que, até o momento, 31 navios foram orientados a mudar de rota ou retornar ao porto como parte do bloqueio. No entanto, o tráfego de petroleiros permanece significativamente abaixo dos níveis anteriores ao conflito no estreito, que normalmente é a rota para 20% do petróleo mundial.
Em tempos de paz, mais de cem embarcações, incluindo dezenas de petroleiros, transitavam pelo estreito diariamente. Contudo, esse número caiu para dígitos únicos na maioria dos dias, após o Irã ter imposto sua efetiva clausura da área. Segundo dados de rastreamento da LSEG, pelo menos oito navios transitaram pelo estreito na quarta-feira, incluindo três petroleiros.
Posição do Irã
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou na quarta-feira que "a reabertura do Estreito de Hormuz é impossível" enquanto o bloqueio dos EUA estiver em vigor.
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Fonte: www.cnbc.com


