Aura Minerals Anuncia Programa de Recompra de Ações
A Aura Minerals (ticker AURA33) anunciou a recompra de até US$ 200 milhões em ações, conforme documento divulgado ao mercado nesta quinta-feira, dia 18. Essa operação ocorre em um contexto de queda acentuada das ações da empresa, que acumulam uma desvalorização de 40% em relação ao seu pico de preços registrado em abril deste ano.
Abordagem da Empresa em Relação ao Capital
Em comunicado, o CEO da Aura, Rodrigo Barbosa, destacou que a empresa está comprometida com a disciplina de capital e a geração de valor. Seu foco é manter um equilíbrio entre pagamentos robustos de dividendos, recompra de ações em momentos oportunos e iniciativas de crescimento que respeitem a disciplina financeira.
Barbosa também salientou o histórico da companhia em remunerar seus acionistas. O retorno ao acionista — incluindo dividendos e recompra de ações — foi de 13% em 2021 e 6% em 2022 e 2023. Além disso, ele mencionou que as distribuições continuariam nos anos de 2024 e 2025, com yields que frequentemente superam 6% a 9% nos períodos mais recentes. O último pagamento realizado pela empresa proporcionou um yield de 4,5%, com a distribuição de US$ 0,78 por ação.
Confiança na Performance Operacional
“Essa nova iniciativa de recompra reflete a confiança que temos em nosso desempenho operacional e na sólida geração de caixa que resulta de nossa base de produção em expansão. Nossa estratégia continua a ser a mesma: seguiremos promovendo o crescimento sustentável por meio do desenvolvimento de projetos greenfield,” afirmou o CEO.
Barbosa destacou ainda que a empresa busca remunerar seus acionistas, mantendo ao mesmo tempo investimentos em suas operações.
“Persistiremos em impulsionar o crescimento sustentável ao desenvolver projetos greenfield, prolongar a vida útil das minas, expandir recursos e reservas, além de realizar aquisições seletivas,” concluiu.
Estratégia de Retorno de Capital
Ele enfatizou que, ao devolver capital de maneira flexível e sem comprometer o pipeline de crescimento, a empresa prioriza a criação de valor de longo prazo para seus investidores, avançando no âmbito da cultura Aura 360.
Queda nas Ações da Aura e as Preocupações Associadas
Em um relatório analisado, a XP observou que, desde o início do conflito no Oriente Médio, os ativos ligados ao ouro apresentaram elevada volatilidade, com o ouro registrando uma queda de 21% e o GDX, um ETF que acompanha o desempenho de mineradoras de ouro, uma desvalorização de 25%. Isso reflete os riscos inflacionários que impactam o ambiente global de juros, especialmente nos Estados Unidos, e o atual perfil mais sensível ao risco do mercado de ouro.
No contexto da Aura, suas ações caíram 25% desde o início do conflito e a queda é de 40% em relação às máximas recentes. No entanto, para os analistas, essa situação representa um ponto de entrada atraente para investidores, pelos seguintes motivos:
Potencial de Valorização: Existe uma expectativa de valorização dos preços do ouro, e a significativa alavancagem do equity da Aura em relação ao metal sugere uma potencial melhora de performance à medida que as tensões entre EUA e Irã se amenizem.
- Balanço Financeiro Confortável: A saúde financeira da empresa deve permitir espaço para novas operações de fusões e aquisições, que podem trazer valor adicional.
Por fim, os analistas ressaltaram que os gatilhos operacionais da Aura permanecem intactos. Isso inclui o projeto underground de Almas, o processo de reestruturação da MSG, os avanços do projeto Era Dorada, além da possível inclusão da Aura em ETFs voltados para o ouro.
Fonte: www.moneytimes.com.br


