Nove alvos, R$ 845 milhões e documentos falsos: operação desmantela golpe em herança da Unip.

Nove alvos, R$ 845 milhões e documentos falsos: operação desmantela golpe em herança da Unip.

by Ricardo Almeida
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Operação contra golpe milionário

O Ministério Público e a Polícia Civil realizaram nesta quinta-feira (31) uma operação com o objetivo de desarticular um grupo de nove pessoas suspeitas de tentar aplicar um golpe de R$ 845 milhões contra o espólio de João Carlos Di Genio, que foi o fundador do grupo Unip-Objetivo.

Mandados de prisão e acusação

A ação conjunta, executada pelo Gaeco e pelo Deic, resultou no cumprimento de nove mandados de prisão e 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Jandira, Guarulhos, Barueri e São Paulo. Os indivíduos sob investigação estão sendo acusados de estelionato, falsificação de documentos e fraude processual.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, “as investigações revelaram a atuação estruturada de indivíduos com longo histórico criminal, que se utilizaram de falsidade documental, fraude processual e corrupção, além da simulação de procedimentos arbitrais. O objetivo era conferir uma aparência de legalidade a cobranças milionárias indevidas”.

Fundamentos da fraude

Contrato forjado e assinatura falsificada

A base da fraude, conforme relato do Ministério Público, consistia em um contrato de compra e venda de imóveis, contendo uma assinatura falsa atribuída a Di Genio. Este documento teria sido datado em fevereiro de 2022, três meses antes do falecimento do empresário.

Munidos desse contrato, o grupo procurou dar uma aparência de legalidade à cobrança através de uma câmara arbitral fictícia, denominada Fonamsp – Fórum de Negócios e Finanças Internacionais e Nacionais por Arbitragem e Mediação Ltda. O processo foi elaborado com depoimentos de testemunhas que não existiam e assinaturas adulteradas, visando simular uma dívida sem que a família do falecido tivesse qualquer conhecimento do ocorrido.

Operação de inventário como alvo

Após a criação do esquema fraudulento, o grupo apresentou os documentos falsificados diretamente ao processo de inventário, na tentativa de reivindicar a suposta dívida perante a Justiça. O valor inicial, que estava estimado em R$ 635 milhões, foi desonestamente atualizado pelos próprios indivíduos para mais de R$ 845 milhões.

Entre os principais alvos da operação se destacam Luiz Teixeira da Silva Junior e Anani Candido de Lara, que foram apontados como relacionados à Colonizadora Planalto Paulista e à câmara arbitral utilizada no esquema fraudulento. Não foi possível localizar a defesa dos investigados até o fechamento desta reportagem.

Desdobramentos da operação

As ações de busca e apreensão ocorreram simultaneamente em quatro municípios da Grande São Paulo. O processo é acompanhado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que está atento aos desdobramentos e futuras atualizações relacionadas à operação.

Fonte: timesbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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