O alto custo da busca de Putin pela imortalidade: mais de US$ 26 bilhões para a Rússia.

Interesse em Longevidade

O mais recente projeto científico da Rússia, que já implica em investimentos bilionários do setor público, reflete um desejo pessoal de Vladimir Putin: a busca pela vida eterna.

Como parte da linha de pesquisa intitulada “Novas Tecnologias de Preservação da Saúde”, o governo russo atualmente destina recursos para explorar maneiras de retardar o processo de envelhecimento humano. Entre os métodos contemplados, destacam-se a impressão de órgãos e avançadas técnicas de terapia genética.

Putin já havia expressado seu interesse pela ideia de imortalidade anteriormente, ao ser flagrado em conversa com Xi Jinping, afirmando que os seres humanos poderiam viver indefinidamente por meio da substituição de órgãos. Com estas pesquisas, o presidente se comprometeu a salvar 175 mil vidas até o final da década.

Dada a realidade de que a Rússia possui uma das maiores taxas de mortalidade do mundo desenvolvido, persiste a indagação sobre se Putin realmente encontrará uma solução para viver eternamente.

Os Métodos de Pesquisa

Para atingir o objetivo da vida eterna, pesquisadores estatais designados por Putin direcionam suas atenções para duas tecnologias principais: a bioimpressão e o xenotransplante.

Essas técnicas envolvem a “criação” de tecidos biológicos em laboratório, sendo cultivados em animais geneticamente compatíveis com humanos, como miniporcos. Os pesquisadores asseguram que já conseguiram bioimprimir tecido cartilaginoso humano.

Os projetos têm como meta realizar transplantes de órgãos “artificiais” até 2030. Além disso, está programada para 2025 uma terapia gênica destinada a retardar o envelhecimento celular, tendo um custo estimado em US$ 26 bilhões.

À frente das pesquisas, encontram-se duas figuras próximas a Putin: sua filha Maria Vorontsova, uma médica endocrinologista, e o físico Mikhael Kovalchuk, que lidera um centro de pesquisa nuclear da era soviética.

A Herança Autocrata

O interesse do presidente pela longevidade não é meramente incidental. Aos 73 anos, Putin dedicou décadas a cuidar de sua saúde e a projetar vitalidade, o que gerou especulações na mídia a respeito do uso de procedimentos estéticos.

Contudo, a inclinação de Putin pelo tema da vida eterna e pelas pesquisas experimentais não é uma exceção. Ela representa uma continuidade de uma tradição já estabelecida entre os autocratas russos. O ex-líder da União Soviética, Josef Stalin, por exemplo, participou de conferências sobre longevidade na década de 1930 e chegou a reconhecer pesquisas locais que postulavam a possibilidade de que humanos pudessem viver até 150 anos.

*Sob supervisão de Renan Dantas.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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