Ações das Companhias de Educação
As ações das companhias de educação registram avanços na B3, em um dia em que o apetite ao risco é forte no cenário econômico nacional. Este comportamento é uma resposta a mudanças que foram anunciadas pelo Ministério da Educação (MEC).
Desempenho das Ações
Por volta das 12 horas, no horário de Brasília, a empresa Cogna (COGN3) apresentava uma alta de 1,31%, com as ações cotadas a R$ 3,88. Outra companhia, Yduqs (YDUQ3), também negociada no índice, subia 1,48%, encontrando-se a R$ 13,07.
No grupo das instituições educacionais que operam fora do Ibovespa, Ânima (ANIM3) registrava um aumento de 3,06%, a R$ 3,71, enquanto Ser Educacional (SEER3) experimentava um ganho de 3,35%, chegando a R$ 9,57 no mesmo horário.
Mudanças na Regulamentação do Ensino a Distância
Esse movimento no setor se deve, em parte, às novas regulamentações sobre o ensino a distância (EAD), que foram anunciadas em maio. De acordo com a portaria divulgada hoje pelo MEC, as avaliações presenciais passarão a ser consideradas no cálculo da carga horária presencial dos cursos. Esse novo regulamento impõe um limite de até 5% da carga total do curso para essas avaliações.
Anteriormente, as provas não eram contabilizadas como uma atividade presencial, o que influenciava a forma como as instituições se organizavam em relação à carga horária exigida.
Além dessa atualização, o texto indica que a Instituição de Educação Superior (IES) deve incluir no projeto pedagógico do curso as atividades formativas que precisarão ser ofertadas obrigatoriamente de maneira presencial.
Avaliação dos Analistas
Os analistas avaliam que as mudanças nas diretrizes são benéficas para as companhias do setor educacional. Em um relatório, os analistas do UBS BB, liderados por Andre Salles, afirmam que a nova regra, que permite que avaliações presenciais sejam incluídas no cálculo da carga horária, pode fornecer maior flexibilidade às instituições, auxiliando-as a atender aos novos requisitos de atividades presenciais nas três modalidades: EAD, semipresencial e presencial.
Adicionalmente, os especialistas notaram que, se bem implementadas, essas mudanças podem impactar de forma limitada os maiores players do mercado, mas possuem potencial para alterar a dinâmica competitiva ao estabelecer normas mais rigorosas para concorrentes menores e menos estruturados.
Na mesma linha, o Itaú BBA destaca que permitir a consideração das provas como atividade presencial reduz a necessidade de incluir outras atividades, como aulas e sessões práticas, nos programas de ensino a distância e híbridos.
O analista Vinicius Figueiredo, do Itaú BBA, complementa afirmando que essa medida deve resultar em uma diminuição dos custos operacionais que surgiriam ao adaptar-se ao novo marco regulatório. Ele também menciona a intenção de continuar conversando com as empresas para compreender melhor o impacto dessas alterações.
Fonte: www.moneytimes.com.br


