Otimismo cauteloso do Safra: a principal ação em Papel & Celulose para 2026 após um ano desafiador

Otimismo cauteloso do Safra: a principal ação em Papel & Celulose para 2026 após um ano desafiador

by Editoria Bolsa e Mercado
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Expectativas do Banco Safra para o Setor de Papel e Celulose em 2026

O Banco Safra apresenta uma perspectiva otimista, embora cautelosa, para o setor de Papel e Celulose no ano de 2026. O otimismo surge após um ano em que o desempenho das ações na bolsa foi considerado fraco, influenciado por um dólar desvalorizado e por preços baixos da celulose.

Cenário da Suzano e Klabin

O banco tem a expectativa de uma reversão neste cenário. A companhia Suzano (código SUZB3) figura como a ação preferida no segmento, recebendo uma recomendação de compra e um preço-alvo estimado em R$ 68. Essa preferência se dá em razão da maior correlação da Suzano com os ciclos de alta do preço da celulose, sua robustez na geração de caixa e as avaliações mais atraentes em comparação com suas concorrentes.

O Banco Safra salienta que “o valuation apresenta-se atrativo: 5,8x EV/EBITDA em 2026 e 4,9x em 2027, em contraste com a média dos últimos cinco anos, que é de 6,0x.” Além disso, a expectativa é de um rendimento médio de fluxo de caixa livre (FCF) em torno de 13% entre os anos de 2026 e 2028, superando o que é observado entre os concorrentes.

Entretanto, em um cenário adverso, onde se verifique uma queda nos preços da celulose, a análise sugere que a Klabin (código KLBN11) se encontra em uma posição mais favorável. A chilena CMPC está posicionada como a opção menos preferida, recebendo uma recomendação neutra e um preço-alvo fixado em CLP 1.560, equivalente a aproximadamente R$ 9,41.

Análise dos Preços da Celulose

Após um ano de 2025 marcado pela volatilidade — em que os riscos macroeconômicos e a falta de manutenções mantiveram os preços abaixo de US$ 600 por tonelada — o Banco Safra acredita que o mercado se aproxima de um ponto de inflexão. De acordo com Ricardo Monegaglia, “vemos sinais de recuperação em meio a ventos contrários estruturais. O preço spot, que está em torno de US$ 564 por tonelada, indica que cerca de 10% da capacidade global de celulose kraft de fibra curta branqueada (BHKP) está abaixo do ponto de equilíbrio, o que deve incentivar cortes na oferta — algo que não aconteceu no ano passado.”

Apesar da persistência da sobra de oferta, um aumento na demanda chinesa e as manutenções programadas devem ajudar a sustentar o mercado no curto prazo, alinhando-se com os recentes anúncios de aumento de preços. Para o ano de 2026, o Safra projeta que o preço da BHKP na China atinja US$ 574 por tonelada e que a celulose kraft branqueada de fibra longa (BSKP) chegue a US$ 701 por tonelada. A análise sugere um rebalanceamento gradual do mercado, à medida que a oferta começa a desacelerar e a demanda se recupera, embora existam riscos associados à integração da China e à disponibilidade de cavacos de madeira.

Detalhamentos sobre Suzano, Klabin e CMPC

Em relação à Klabin, o Banco Safra observa uma combinação favorável entre hedge e um bom retorno sobre investimento. O banco mantém a recomendação de compra para a Klabin, enfatizando os benefícios esperados de um ciclo de alta da celulose e a melhora nos resultados das operações de papel e embalagens. A análise é sustentada por um mix de vendas mais otimizado, que inclui uma maior participação de cartão revestido, além de um possível aumento nos preços do kraftliner em função do fechamento de capacidades produtivas nos Estados Unidos.

Na visão do banco, “a Klabin é nossa escolha preferida no setor de Papel e Celulose para proteção contra cenários negativos, caso os preços da celulose não atinjam nossas expectativas.” O valuation é considerado atrativo, com taxas de 6,6x EV/EBITDA em 2026 e 6,0x em 2027, abaixo da média histórica de cinco anos, que é de 7,0x. A expectativa é de um yield de FCF robusto, estimado em cerca de 11% entre 2026 e 2028.

Por outro lado, quanto à CMPC, a companhia enfrenta desafios relacionados à alavancagem e ao carrego relativamente baixo, o que limita a percepção positiva do banco. O Safra mantém a recomendação neutra, citando menor atratividade em comparação com as empresas brasileiras e os riscos vinculados a um possível ciclo de capex iminente, colocando a CMPC como a ação menos preferida no setor de Papel e Celulose na América Latina. O valor de negociação da CMPC está em 6,6x EV/EBITDA em 2026 e 5,8x em 2027, o que representa uma média superior de cinco anos, que é de 5,5%. A previsão para o yield médio de FCF é de cerca de 4% entre 2026 e 2028, inferior aos aproximadamente 7% antes estimados.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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