Os mercados de petróleo permanecem sob pressão na terça-feira (16), ampliando as perdas da sessão anterior, enquanto os investidores aguardam mais detalhes sobre o acordo de paz provisório entre os Estados Unidos e o Irã. Este acordo deverá facilitar a reabertura do Estrito de Ormuz, que é de grande importância estratégica.
Às 06h46 (horário de Brasília), o petróleo Brent para entrega em agosto apresentava uma queda de 1,72%, sendo cotado a US$ 81,72 por barril. Por sua vez, o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) para julho recuava 2,02%, sendo negociado a US$ 79,13 por barril.
Petróleo bruto estende forte queda
Ambos os índices já haviam registrado uma queda próxima a 5% na segunda-feira, em função do anúncio de um acordo preliminar entre Washington e Teerã. Este pacto visa prolongar o cessar-fogo implementado em abril por mais 60 dias e facilitar a reabertura do Estreito de Ormuz, que é considerado de importância estratégica.
A queda nos preços do petróleo eliminou uma parte significativa do prêmio de risco geopolítico que havia sido embutido nas cotações durante o conflito no Golfo. Como resultado, os preços do Brent e do WTI alcançaram seus níveis de liquidação mais baixos desde março.
O foco muda para o cronograma de implementação
As atenções agora se voltam para a celeridade com que o acordo poderá ser implementado e a urgência com que as exportações de petróleo da região poderão retornar a patamares normais. O presidente Donald Trump indicou que o Estreito de Ormuz pode ser completamente reaberto até sexta-feira. Neste dia, autoridades americanas e iranianas devem se reunir na Suíça para assinar formalmente o acordo provisório.
Embora tenha havido uma reação inicial positiva dos mercados, analistas alertam que ainda subsistem incertezas quanto à execução prática do acordo.
Questões relacionadas ao envio e fornecimento permanecem sem resposta
Os participantes do mercado estão atentos a questões como segurança marítima, custos de seguro e a rapidez com que as embarcações afetadas pela interrupção poderão retomar suas operações. Instituições financeiras destacam que a recomposição dos estoques e o restabelecimento da atividade normal de transporte marítimo podem levar semanas ou até meses, mesmo que o acordo prossiga conforme o previsto.
Consequentemente, alguns analistas consideram que os mercados de energia poderão continuar particularmente sensíveis a atrasos ou complicações que surjam durante o processo de reabertura.
OPEP reduz novamente a previsão de crescimento da demanda
Aumentando a pressão sobre os preços do petróleo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reduziu na semana passada, pelo segundo mês consecutivo, sua previsão de crescimento da demanda global de petróleo para 2026. O grupo de produtores agora projeta um aumento na demanda de cerca de 970 mil barris por dia para o próximo ano, uma queda considerável em relação à previsão anterior de 1,17 milhão de barris por dia.
O risco de volatilidade persiste
Os estoques de petróleo foram significativamente reduzidos durante o fechamento do Estreito de Ormuz, deixando os mercados vulneráveis a quaisquer contratempos nas negociações ou atrasos na restauração dos fluxos comerciais normais. Analistas observaram que qualquer deterioração no processo diplomático poderia rapidamente reacender preocupações relativas ao abastecimento e desencadear nova volatilidade nos mercados globais de energia.

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