Reviravolta nos preços do petróleo
A recente elevação dos preços do petróleo, que alcançou US$ 119 por barril, foi abruptamente alterada na semana passada. Esse aumento ocorreu em função do anúncio deMojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã. Contudo, a expectativa de uma reversão rápida nesse cenário parece ter se desvanecido.
O valor da commodity começou a cair após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que a guerra com o Irã deve chegar ao fim em breve. Essa afirmação foi interpretada como uma estratégia para tranquilizar os mercados, que, apesar disso, continuam céticos quanto a uma resolução rápida para o conflito em andamento no Oriente Médio.
Além do mais, Trump está considerando implementar medidas para conter a escalada dos preços do petróleo. Entre as alternativas que estão sendo discutidas estão a possibilidade de aliviar sanções ao petróleo oriundo da Rússia e a liberação de estoques estratégicos de emergência.
Outras opções que estão sendo avaliadas pelo governo dos Estados Unidos incluem a possibilidade de tomar o controle do Estreito de Ormuz, uma vez que essa passagem está praticamente fechada desde o início do conflito, além da ampliação do uso do petróleo da Venezuela no mercado internacional.
A principal preocupação tanto dos Estados Unidos quanto de outros países refere-se ao impacto inflacionário que um aumento prolongado nos preços do petróleo pode provocar. Um aumento duradouro da commodity pode compelir bancos centrais a interromper ciclos de afrouxamento monetário ou até mesmo provocar um aumento nas taxas de juros.
Desempenho do mercado brasileiro
No Brasil, a temporada de divulgação de resultados do quarto trimestre permanece em andamento, com apresentação de dados pelas empresas Prio (PRIO3), Cury (CURY3) e Allos (ALOS3).
- Ibovespa: No mais recente pregão, o Ibovespa (IBOV) encerrou as negociações com um aumento de 0,86%, alcançando 180.915,36 pontos.
- O dólar à vista (USDBRL) foi finalizado a R$ 5,1641, com uma redução de 1,52%.
- O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal fundo negociado em Nova York que investe no Brasil, subiu 0,84% no pré-mercado, sendo cotado a US$ 37,41.
Movimentação nos mercados internacionais
No continente asiático, as bolsas fecharam o pregão em alta. Na Europa, os índices principais também apresentaram variações positivas, enquanto os contratos futuros de Wall Street indicam que a abertura será favorável.
- Petróleo: Os valores do petróleo caem acentuadamente, aproximando-se do patamar de US$ 90 por barril.
- Criptomoedas: O mercado de criptomoedas tem avançado. O bitcoin (BTC) apresenta uma alta de 4,5%, sendo negociado em torno de US$ 70 mil. O ethereum (ETH) também registra crescimento de 3,2%, cotado a US$ 2 mil.
Agenda econômica do dia
Indicadores
- 8h – Brasil – Prévia do IGP-M
Compromissos dos principais líderes
Lula
- O presidente do Brasil não possui compromissos agendados para hoje.
Fernando Haddad
- A agenda do ministro da Fazenda ainda não foi divulgada.
Markets Today: Atualizações das bolsas
Bolsas asiáticas
- Tóquio/Nikkei: +3%
- Hong Kong/Hang Seng: +2,17%
- China/Xangai: +0,65%
Bolsas europeias (mercado aberto)
- Londres/FTSE100: +1,61%
- Frankfurt/DAX: +2,35%
- Paris/CAC 40: +1,82%
Wall Street (mercado futuro)
- Nasdaq: +0,53%
- S&P 500: +0,42%
- Dow Jones: +0,42%
Commodities
- Petróleo/Brent: -6,90%, a US$ 92,20 por barril
- Petróleo/WTI: -6,37%, a US$ 88,83 por barril
- Ouro: +1,70%, a US$ 5.190,39 a onça-troy
Criptomoedas
- Bitcoin (BTC): +4,5%, a US$ 70.854,77
- Ethereum (ETH): +3,2%, a US$ 2.060,14
Fonte: www.moneytimes.com.br

