Petróleo sobe 10% e ultrapassa US$ 90 por barril; WTI atinge maior valor em quase 2 anos.

Petróleo registra queda de mais de 2% no pregão eletrônico após declarações de Netanyahu e suspensão temporal de sanções ao petróleo russo.

by Ricardo Almeida
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Queda nos preços do petróleo

Os preços do petróleo apresentaram uma significativa desvalorização após o fechamento do pregão regular, chegando a registrar uma queda superior a 2%. Essa diminuição foi influenciada por declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e por uma nova isenção de sanções emitida pelos Estados Unidos em relação ao óleo bruto russo.

Movimentação dos mercados

Por volta das 16h (horário de Brasília), os futuros do Brent estavam operando com uma queda de 0,8%, cotados a US$ 106,50 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), localizada em Londres, durante o pregão eletrônico. Em contraste, os futuros do WTI apresentavam uma recuo de 1,5%, com o valor a US$ 94,01 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), em território americano. Posteriormente, esse panorama negativo se intensificou, refletindo uma queda maior do que 2%.

No pregão regular, os contratos mais líquidos do petróleo Brent, que serve de referência para o mercado internacional, encerraram com um aumento de 1,18%, sendo cotados a US$ 108,65 o barril. Os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), para maio, mostraram um leve crescimento de 0,09%, alcançando US$ 95,55 por barril.

Durante o pico da sessão, os preços dos barris de WTI e Brent atingiram valores de US$ 119,10, impulsionados por ataques retaliatórios do Irã contra aliados dos Estados Unidos e Israel.

Sinais de alívio nas tensões

No final da tarde, após o encerramento do pregão regular da commodity, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que, em correspondência ao pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Israel se compromete a evitar ataques militares direcionados à infraestrutura de energia do Irã.

Netanyahu também declarou que as defesas aéreas de Teerã se tornaram obsoletas e que o país persa estaria sem capacidade para enriquecer urânio ou fabricar mísseis balísticos. Essas declarações foram proferidas durante uma coletiva de imprensa.

Detonador de novas ocorrências

Na véspera, o Irã atacou diversas instalações energéticas no Oriente Médio, em resposta a um ataque israelense contra South Pars, que é considerado o maior depósito de gás natural do mundo e é compartilhado entre o Irã e o Catar, este último sendo um aliado dos Estados Unidos do outro lado do Golfo Pérsico.

Além disso, os Estados Unidos divulgaram uma nova licença geral que estende a isenção para a venda de petróleo bruto e derivados de origem russa. Essa medida, que tem validade a partir de 12 de março, foi surrogada por uma licença de isenção de sanções semelhante emitida anteriormente.

Detalhes da nova licença de isenção

A licença, que se extinguirá em 11 de abril, mantém os principais termos semelhantes aos da isenção anterior, mas exclui transações envolvendo a Coreia do Norte, Cuba e Crimea. Essa flexibilização temporária das sanções em relação ao petróleo russo se insere no quadro das tentativas do governo Trump de controlar os preços da energia, que foram elevados devido ao conflito na região do Oriente Médio.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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