Declarações do Presidente do Banco Central
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fez pronunciamentos durante um evento na última segunda-feira (1º) sobre a relevância do sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, conhecido como Pix. Segundo Galípolo, o Pix resolveu questões que as stablecoins (criptomoedas atreladas a ativos do mundo real, como o dólar) pretendem abordar em outros países, mas de maneira mais eficiente.
Galípolo destacou que, ao observar as soluções propostas no exterior, o Brasil detém uma vantagem competitiva significativa com o uso do Pix. Ele afirmou que, ao analisar os problemas que as stablecoins e as Moedas Digitais de Banco Central (CBDCs) buscam resolver, fica claro que o sistema brasileiro já apresenta uma solução mais refinada.
Para ele, as stablecoins ainda se afastam da função do dinheiro convencional porque, até o momento, não oferecem o pagamento de juros.
Requisitos para uma Moeda
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Galípolo comentou que existem critérios mínimos que uma moeda deve atender para ser classificada como dinheiro, e as stablecoins não se encaixam completamente nesses requisitos. Ele também mencionou que o Genius Act, legislação que regulamenta o mercado de criptomoedas na experiência norte-americana, proíbe explicitamente o pagamento de juros sobre essas moedas.
Stablecoins e suas Possibilidades no Mercado
Apesar de sua reserva, Galípolo vê as stablecoins como uma alternativa válida para meios de pagamento, embora não como uma concorrente direta de moedas tradicionais ou criptomoedas. Ele questiona a necessidade de uma stablecoin para efeitos de pagamentos, argumentando que o Pix já desempenha essa função de maneira adequada.
No que diz respeito a pagamentos transfronteiriços, ele sugere que é nessa área que as stablecoins podem ter um papel mais significativo.
Vantagens das Stablecoins
O presidente do Banco Central do Brasil também acredita que as stablecoins podem oferecer certas vantagens em relação ao envio de remessas internacionais, particularmente em relação à redução de custos associados a essas operações.
Ele observou que, se um indivíduo opta por usar uma stablecoin porque é uma forma mais simples, prática e econômica de realizar uma compra, isso é compreensível. Porém, ele ressaltou que, caso a motivação para o uso se relacione a questões de sigilo de transações, isso levanta preocupações que precisam ser abordadas e regulamentadas. Galípolo enfatiza a importância da regulação do mercado de criptomoedas, uma iniciativa que foi recentemente desenvolvida pelo Banco Central do Brasil.
Fonte: www.moneytimes.com.br

