Previsão do Déficit Primário para 2026
O mercado revisou sua expectativa em relação ao déficit no resultado primário do Brasil para o ano de 2026, conforme os dados do Prisma Fiscal publicados na segunda-feira, 15 de outubro, pelo Ministério da Fazenda.
Alterações nas Projeções
A mediana da previsão para o resultado primário de 2026 subiu de um déficit de R$ 57,82 bilhões em maio para R$ 59,01 bilhões em junho. Esses reajustes indicam uma percepção mais negativa do cenário econômico.
O Prisma Fiscal
O Prisma Fiscal é um sistema que coleta as expectativas de mercado, sendo gerido pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Este relatório acompanha a evolução das principais variáveis fiscais do Brasil, a partir da análise de especialistas do setor privado.
Expectativas para 2027
Para o ano de 2027, as previsões apontam uma deterioração ainda mais acentuada. Em maio, a projeção do déficit para 2027 era de R$ 47,9 bilhões, mas no atual boletim, essa cifra aumentou para R$ 54,7 bilhões.
Projeções para a Dívida Bruta do Governo Geral
As expectativas referentes à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) para 2026 mantêm-se em 83% do Produto Interno Bruto (PIB), como foi declarado no relatório de maio. No entanto, a expectativa para 2027 aumentou de 86,45% do PIB para 86,50% do PIB.
Projeções de Inflação
O mercado também revisou suas expectativas em relação aos preços para este ano, elevando a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A expectativa de junho apontou um aumento para 5,18%, em comparação a 4,75% prevista em maio. O INPC é um indicador que visa corrigir o poder de compra dos salários ao medir as variações de preços na cesta de consumo de assalariados de baixa renda.
Expectativas para a Arrecadação Federal
As projeções de arrecadação federal para 2026 também sofreram um ajuste, passando de R$ 3,14 trilhões para R$ 3,15 trilhões. Este incremento nas expectativas vem em meio ao aumento do déficit no resultado primário.
Receita Líquida e Despesas Totais
As previsões para a receita líquida em 2026 foram revisadas para baixo, de R$ 2,56 trilhões para R$ 2,55 trilhões. Simultaneamente, as despesas totais do governo foram ajustadas em alta, passando de R$ 2,615 trilhões para R$ 2,616 trilhões. Portanto, essas mudanças ressaltam a ampliação contínua do déficit no resultado primário e as dificuldades que o governo pode enfrentar em termos fiscais nos próximos anos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


