Receita Federal Libera Consulta ao Maior Lote de Restituição do Imposto de Renda
A Receita Federal anunciou, nesta sexta-feira (22), que será disponibilizada a consulta ao maior lote de restituição do Imposto de Renda já registrado na história do Brasil. Um total de 8.749.992 contribuintes está previsto para receber um montante de R$ 16 bilhões.
Detalhes do Pagamento
Esse primeiro lote refere-se à Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026, além de incluir restituições residuais de anos anteriores. De acordo com a Receita Federal, o número recorde de restituições se deve à agilidade no processamento das declarações e à adoção de novas ferramentas de modernização e automação pelo órgão.
Percentual de Restituições
O primeiro lote de 2026 representa 40% do total das restituições planejadas para este ano, tanto em termos de valores quanto em relação ao número total de contribuintes que receberão o benefício.
Dos R$ 16 bilhões disponibilizados nesse lote, R$ 8,64 bilhões serão destinados a contribuintes que possuem prioridade legal no recebimento do reembolso.
Distribuição dos Contribuintes
As restituições estão organizadas da seguinte forma:
- 4.959.431 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber a restituição via Pix (prioridade não estabelecida por lei).
- 2.256.975 contribuintes com idades entre 60 e 79 anos (prioridade legal).
- 1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda é proveniente do magistério (prioridade legal).
- 256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal).
- 222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou com doenças graves (prioridade legal).
Vale ressaltar que, neste lote, não haverá pagamento para contribuintes que não possuem prioridade.
Como Consultar a Restituição
Os contribuintes podem verificar a situação da sua restituição por meio do site da Receita Federal. Para realizar a consulta, o usuário deve acessar a seção “Meu Imposto de Renda” e clicar no botão “Consultar a Restituição”. Além disso, é possível fazer a consulta pelo aplicativo da Receita Federal, disponível para tablets e smartphones.
Comparativo com Anos Anteriores
O recorde anterior foi registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. É importante observar que, neste ano, a Receita Federal solucionou a quantidade de lotes regulares de restituições, reduzindo de cinco para quatro. Os pagamentos ocorrerão nos meses de maio, junho, julho e agosto.
Pagamento da Restituição
O pagamento do primeiro lote será realizado no dia 29 de maio, coincidentemente, o último dia estabelecido para a entrega das declarações de Imposto de Renda deste ano. Os valores serão creditados na conta ou na chave Pix do tipo CPF fornecida na declaração.
O que Fazer se Não Estiver na Lista
Caso um contribuinte não conste na lista de beneficiários, é recomendável entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e acessar o extrato de sua declaração. Se identificar alguma pendência, o contribuinte pode submeter uma declaração retificadora e aguardar os próximos lotes.
Situação de Depósito
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta indicada na declaração, como no caso em que a conta se tornar desativada, os valores permanecerão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.
O cidadão que se encontrar nesta situação terá a opção de agendar o crédito em qualquer conta bancária que esteja em seu nome, utilizando o Portal do Banco do Brasil ou entrando em contato com a Central de Relacionamento do banco, pelos números 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) ou 0800-729-0088 (número especial exclusivo para deficientes auditivos).
Protocolo para Restituições Não Resgatadas
Se o contribuinte não retirar o valor de sua restituição após um ano, será necessário requerer o montante no Portal e-CAC. Para fazer essa solicitação, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, selecionar a opção “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.
Fonte: www.moneytimes.com.br


