Operação “Conto da Sorte”
A Receita Federal participou, no dia 18 de outubro, da Operação “Conto da Sorte”, uma iniciativa que investiga o funcionamento de empresas de apostas que atuam sem autorização legal. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que a Receita identificou uma movimentação financeira de R$ 50 bilhões relacionada a 37 apostas ilegais.
Objetivos da Operação
Após o cumprimento de mandados, Durigan destacou que a operação é parte da política do governo que adota uma postura de tolerância zero em relação a apostas ilegais. Ele enfatizou a importância de aproveitar a abrangência da operação em diferentes estados, buscando estreitar parcerias com ministérios públicos para intensificar ações de combate a esse tipo de atividade.
"Como essa operação atingiu outros estados, a Receita Federal aproveita para fazer parcerias e estreitamento das relações com os ministérios públicos para que avance nas operações para ter o rigor zero, o rigor total, tolerância zero com bets ilegais", afirmou o ministro.
Detalhes da Ação
A operação resultou no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em três estados: Pernambuco, Ceará e São Paulo. De acordo com informações da Receita Federal, o grupo sob investigação havia constituído várias empresas destinadas à exploração de jogos de azar e apostas, além de instituições de pagamento. Essas entidades eram formalmente repassadas a terceiros que não possuíam capacidade econômica, enquanto o controle financeiro e gerencial permanecia nas mãos do grupo investigado.
Irregularidades Identificadas
Os investigadores descobriram que alguns sócios ostensivos das empresas se beneficiavam do auxílio emergencial durante a pandemia, enquanto outras empresas estavam registradas em nomes de familiares dos investigados. A investigação revelou que várias dessas empresas na verdade não existiam de fato, sendo utilizadas apenas para movimentações financeiras nas contas bancárias associadas.
Além disso, foi percebida uma movimentação financeira que estava em desacordo com os rendimentos declarados. Isso gerou suspeitas de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, evidenciada pela aquisição de imóveis, além da ausência de repasses sobre a receita líquida das apostas, conforme exigido pela legislação que regulamenta esta atividade.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


