Roubo de Cargas: Sudeste Registra Queda, mas Concentra 70% dos Casos no País - Times Brasil

Roubo de Cargas: Sudeste Registra Queda, mas Concentra 70% dos Casos no País – Times Brasil

by Fernanda Lima
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Mudanças no Roubo de Cargas em 2025

O fenômeno do Roubo de Cargas apresentou uma alteração significativa em sua distribuição geográfica ao longo de 2025. A região Sudeste, que em 2024 registrou 83,2% dos prejuízos, viu sua participação cair para 68,1% em 2025, uma redução de 15,1 pontos percentuais, equivalente a 18,1%. Apesar dessa queda, o Sudeste permanece como a região mais impactada no Brasil.

Por outro lado, o Nordeste manteve sua participação praticamente inalterada, passando de 12,2% para 12,8%, consolidando-se como a segunda região mais afetada por esse tipo de crime. A região Norte, por sua vez, apresentou um crescimento significativo, subindo de 0,9% para 11,2% no mesmo período, e passou a ocupar o terceiro lugar no ranking por regiões.

Esses dados são oriundos do relatório denominado “Report nstech de Roubo de Cargas”, elaborado pela nstech, que teve como base as informações de diversas gerenciadoras de risco, incluindo BRK, Buonny e Opentech.

Concentração do Roubo de Cargas no RJ e SP

Dentro do Sudeste, as cargas fracionadas e alimentícias foram as que mais contribuíram para os prejuízos em 2025, representando 47,4% e 27,1% das ocorrências, respectivamente. Especificamente, São Paulo foi responsável por 44,2% das perdas regionais, enquanto o Rio de Janeiro registrou 37%. Essa situação evidencia a concentração do Roubo de Cargas nos dois principais polos logísticos do país.

No Nordeste, os estados da Bahia (28,4%), Maranhão (24,7%) e Pernambuco (23,8%) foram responsáveis por mais de 75% dos prejuízos regionais. Isso sugere um foco em estados que possuem uma forte circulação rodoviária e desempenham um papel estratégico no abastecimento inter-regional.

Na região Norte, os estados do Pará (62,9%) e Tocantins (37,1%) se destacaram nos registros. Diferentemente das demais regiões, o Roubo de Cargas no Norte apresentou uma maior incidência sobre bens de alto valor agregado. Os eletrônicos responderam por 25,8% das perdas, seguidos por produtos de higiene e limpeza (7,7%) e cargas fracionadas (7,4%).

Aumenta o Roubo de Cargas envolvendo alimentos e medicamentos

A categoria de carga fracionada continuou a ser o principal alvo dos roubos, embora tenha reduzido a sua participação de 52,4% para 50,1% em comparação ao ano anterior. Em contrapartida, o segmento de alimentos registrou um aumento na sua participação, passando de 20,1% para 26,5%.

Os eletrônicos, por sua vez, avançaram de 6,7% para 7,2%, enquanto a participação de medicamentos mais que dobrou, passando de 1,8% para 3,9%. O setor siderúrgico também teve um crescimento, aumentando de 1,1% para 2,4%.

De acordo com Maurício Ferreira, Vice-Presidente de Inteligência de Mercado da nstech, essas mudanças indicam uma transição em direção a cargas consideradas essenciais e com maior valor agregado.

Novo cenário de riscos no horário e dia da semana

O relatório revela que o Roubo de Cargas passou a ser mais distribuído ao longo do dia. O período noturno continua sendo o mais arriscado, apresentando 30,7% das ocorrências, mas a madrugada viu uma diminuição, caindo de 28,4% para 24,1%. Em contrapartida, a manhã teve um aumento de 19,7% para 22,4%, indicando uma redução na diferença entre os períodos de maior e menor risco.

Quando analisados os dados por dia da semana, a segunda-feira, anteriormente o dia mais crítico, teve uma queda significativa, passando de 19,6% para 7,9%. A quinta-feira, por sua vez, agora se destaca como o dia com maior incidência, subindo de 17,1% para 21,6%. O domingo também apresentou um aumento, indo de 9,6% para 13,4%.

Rotas urbanas e rodovias como focos do Roubo de Cargas

As áreas urbanas foram responsáveis pela maior parte dos prejuízos em 2025. Os principais registros ocorreram nas rotas RJ x RJ (23,9%), SP x SP (22,4%) e SP x RJ (17,2%), totalizando mais de 63% das ocorrências.

Entre as rodovias, a BR-101 superou a BR-116, tornando-se o principal eixo de risco do país. A BR-010 cresceu significativamente, passando de 1,1% para 5,2%, enquanto a BR-153 registrou um aumento de 3,4% para 7,3%, evidenciando o avanço do Roubo de Cargas em corredores estratégicos para o agronegócio e o abastecimento regional.

A nstech reportou que a empresa manteve uma taxa de sinistros evitados ou recuperados superior a 70%, com uma redução de 17% na sinistralidade em comparação a 2024. De acordo com a companhia, esses resultados refletem um maior uso de tecnologia, dados e inteligência artificial para monitoramento e prevenção.

Fonte: timesbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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