O Senado e a Situação do BRB
Na próxima terça-feira, o Senado terá uma oportunidade rara ao discutir a origem dos recursos que o Banco de Brasília (BRB) pretende utilizar para cobrir os R$ 2,3 bilhões que ainda faltam no socorro ao banco.
Convocação do Presidente do BRB
Às 10h, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, será ouvido na Comissão de Assuntos Econômicos, mas não foi apenas convidado. Sua convocação torna obrigatória sua presença, o que confere à audiência um peso maior do que uma simples rodada de explicações institucionais.
A Questão Financeira do Banco
O ponto central da discussão é a matemática relacionada ao caso Master. O BRB aprovou uma capitalização que pode chegar a R$ 8,8 bilhões para enfrentar o déficit decorrente das operações com o banco. Entretanto, o pacote homologado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), prevê um socorro de até R$ 6,5 bilhões. Esta diferença de R$ 2,3 bilhões se tornou a pergunta mais inquietante que permeia a crise: quem irá financiar essa quantia que ainda falta?
Ainda existe incerteza sobre como será coberto esse deficit. As possíveis soluções incluem a venda de ativos, a suspensão de dividendos, o endurecimento no crédito, um reforço por parte do controlador ou algum outro mecanismo que ainda não foi apresentado ao mercado. Também deverá ser avaliada a questão do atraso na divulgação dos balanços do banco, um fator que aumentou a desconfiança sobre a real extensão do problema financeiro enfrentado pela instituição.
Testes Políticos e Consequências
Essa audiência poderá representar o primeiro teste político do acordo que trouxe um certo alívio ao mercado no final de maio. Caso Nelson Antônio de Souza não consiga convencer os senadores sobre a viabilidade das ações do BRB, a trégua em torno da instituição pode chegar ao fim antes que a situação financeira seja completamente compreendida.
Fonte: veja.abril.com.br

