Setor químico projeta um custo extra de US$ 66 milhões devido a novas tarifas.

Setor químico projeta um custo extra de US$ 66 milhões devido a novas tarifas.

by Fernanda Lima
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Impacto das Tarifas de Importação no Setor Químico Brasileiro

A Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) declarou na quinta-feira, dia 16, que a implementação de novas tarifas de importação para produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos pode resultar em um aumento potencial de custos estimado em US$ 66 milhões para o setor até o final do ano.

Produtos Mais Afetados

A entidade informou que os setores mais impactados pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump incluem:

  • Tintas, vernizes e lacas
  • Fibras têxteis sintéticas
  • Sabões, detergentes e produtos de perfumaria

Esses produtos estão "praticamente sem produtos contemplados pelas isenções e, portanto, sujeitos a uma sobretaxa próxima de 25%".

Segmentos em Risco

Além dos produtos já mencionados, a Abiquim destacou outros segmentos que também sofrerão efeitos negativos:

  • Químicos orgânicos
  • Resinas e elastômeros

Por outro lado, os químicos inorgânicos e defensivos agrícolas devem ser menos afetados, "em razão da elevada participação de produtos incluídos na lista de isenções".

Análise dos Códigos Tarifários

De acordo com a análise da associação, apenas 42% dos códigos tarifários (SH6) relacionados ao universo químico exportado para os EUA foram isentados da tarifa adicional de 25%. Contudo, "esses códigos concentram uma parte significativa do valor exportado".

A Abiquim relatou que, dos 1.177 códigos SH6, 493 obtiveram isenção da sobretaxa, enquanto 684 códigos (58%) estão sujeitos à nova tarifa proposta por Trump.

Consequências para o Setor

"Isso significa que, embora a maior parte do valor exportado esteja concentrada em poucos produtos beneficiados pelas isenções, a sobretaxa continua incidindo sobre a maioria dos itens da pauta exportadora do setor químico", afirmou a entidade em comunicado.

Em termos de valor das exportações, as isenções abrangem entre 64% e 71% das vendas brasileiras para os EUA. Esse volume é concentrado em alguns produtos significativos, como alumina calcinada, silício, hidróxido de alumínio e óxido de nióbio.

Superávit Comercial e Justificativa da Medida

A Abiquim estima que, no ano passado, os EUA registraram um superávit comercial no setor químico com o Brasil que ultrapassou US$ 9 bilhões.

Para a entidade, a imposição dessas tarifas "não encontra justificativa na relação comercial entre os dois países e tampouco contribui para ampliar a competitividade da indústria norte-americana".

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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