Licença Ambiental Concedida
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, expressou satisfação na segunda-feira (20) com a concessão da licença ambiental que autoriza a Petrobras a realizar a perfuração de um poço na Bacia da Foz do Amazonas, que está situada no estado do Amapá.
A área em questão faz parte da Margem Equatorial Brasileira (MEB) e recebeu a liberação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nesta mesma data, marcando o fim de um prolongado impasse. A concessão da licença é considerada um passo decisivo na exploração da nova fronteira petrolífera do Brasil.
Silveira ressaltou que “a Margem Equatorial representa o futuro da nossa soberania energética. O Brasil não pode abrir mão de conhecer seu potencial”, conforme declarado em nota oficial.
O ministro elaborou ainda que “fizemos uma defesa firme e técnica para garantir que a exploração ocorra com total responsabilidade ambiental, seguindo os mais altos padrões internacionais, e com benefícios concretos para os brasileiros. O nosso petróleo é um dos mais sustentáveis do mundo, possuindo uma das menores pegadas de carbono por barril produzido, assim como a nossa matriz energética, que é altamente renovável e um exemplo para o mundo”.
Desde o início de sua gestão, Silveira tem sublinhado a importância estratégica da Margem Equatorial para a segurança energética nacional e para o desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste do Brasil.
Ele indicou que a exploração será realizada com base em critérios técnicos e sustentáveis, buscando uma harmonia entre a preservação ambiental e a geração de emprego e renda.
Potencial Econômico e Estratégico
O bloco que recebeu a autorização é denominado FZA-M-59, situado a 175 quilômetros da costa do Amapá e a 540 quilômetros da foz do rio Amazonas. O governo federal estima que o conjunto de blocos localizados na Margem Equatorial disponibilize cerca de 10 bilhões de barris recuperáveis.
Projeções elaboradas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) indicam que, caso sejam realizadas descobertas comerciais, os investimentos na região podem atingir R$ 300 bilhões, resultando em uma arrecadação superior a R$ 1 trilhão ao longo das próximas décadas.
Além disso, o governo estima que serão gerados 300 mil empregos diretos e indiretos, além de um fortalecimento nas receitas de royalties para os estados e municípios envolvidos.
Para Silveira, a concessão da licença representa um avanço tanto técnico quanto político na política de exploração e produção de petróleo no Brasil.
O ministro reforçou que o país mantém uma das menores intensidades de carbono do mundo e destacou o diferencial competitivo da produção nacional em termos de sustentabilidade.
“Estamos à frente de países como Canadá, Reino Unido e Rússia. Essa vantagem é fruto de investimentos contínuos em tecnologia e descarbonização, que colocam o Brasil como uma referência mundial em energia limpa e sustentável”, declarou.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
