Reunião Emergencial do Sindicato dos Bancários
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região solicitou uma reunião emergencial com a liderança do Nubank (ROXO34) após a demissão de 12 funcionários, que ocorreu na sexta-feira, dia 8 de setembro, um dia após uma transmissão ao vivo interna conduzida pelo CEO e fundador, David Vélez.
Mudança no Modelo de Trabalho
O encontro virtual, intitulado "Coffee Break", foi convocado para discutir a transição do modelo de trabalho, que passará do remoto para o híbrido a partir de julho de 2026. O Nubank informou que os colaboradores terão um período de adaptação de oito meses para se ajustarem à nova rotina, que exigirá a presença física dois dias por semana, aumentando gradualmente para três dias a partir de janeiro de 2027. Essa mudança impactará aproximadamente 7 mil dos 9,5 mil funcionários da fintech.
Descontentamento dos Funcionários
Durante a transmissão ao vivo, alguns funcionários manifestaram sua insatisfação por meio do chat. Relatos de pessoas próximas à empresa indicam que cerca de 12 a 13 empregados enviaram mensagens com conteúdo considerado ofensivo e agressivo, solicitando a revogação imediata dessa nova política.
Uma fonte que participou da transmissão declarou que “nem no happy hour no bar se fala coisas que vi lá”, em referência ao clima tenso estabelecido durante a reunião.
Demissões e Advertências
Na sexta-feira, dia 7 de setembro, a empresa anunciou a demissão por justa causa de 12 funcionários e aplicou advertências a outros colaboradores envolvidos nas discussões da transmissão. Em um comunicado interno, a direção do Nubank afirmou que respeita a manifestação de descontentamento, mas que “há limites” a serem respeitados.
O texto da comunicação interna disse: “Estamos prontos para feedback e resistência. Esta é uma decisão difícil. Mas traçamos uma linha na areia contra a falta de respeito e a agressão”.
Criticas do Sindicato dos Bancários
Em resposta a essas demissões, o Sindicato dos Bancários criticou as dispensas e pediu para que o Nubank reconsidere as demissões, assegurando que nenhum trabalhador deve ser punido por expressar suas opiniões. A entidade enfatizou a importância do diálogo e do respeito mútuo, principalmente em relação a decisões que impactam diretamente a vida e a rotina dos funcionários.
Nota do Nubank
Por sua vez, o Nubank declarou, em nota ao jornal Estadão, que “reafirma trabalhar para preservar canais e rituais abertos para o livre debate entre seus funcionários, mas não tolera desrespeito e violações de conduta”. A empresa também confirmou que não comenta casos individuais de desligamento.
Mesa de Negociação
De acordo com o sindicato, a mesa de negociação com o Nubank terá a finalidade de restaurar o diálogo e construir soluções conjuntas, focando na valorização dos trabalhadores e na garantia do direito à liberdade de expressão.
Fonte: www.moneytimes.com.br
