Taxa de Desemprego Atinge 5,6% no Terceiro Trimestre de 2025, Segundo PNAD Contínua

Taxa de Desemprego Atinge 5,6% no Terceiro Trimestre de 2025, Segundo PNAD Contínua

by Ricardo Almeida
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Taxa de Desocupação

No terceiro trimestre de 2025, a taxa de desocupação no Brasil foi de 5,6%, demonstrando uma melhora que, no entanto, se apresenta de maneira desigual entre os estados. Em relação ao segundo trimestre, houve um recuo em apenas 2 das 27 Unidades da Federação, enquanto as demais mantiveram-se estáveis. Entre os estados com os maiores índices de desocupação estavam Pernambuco (10,0%), Amapá (8,7%) e Bahia (8,5%). Por outro lado, os menores índices foram observados em Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso (2,3%), e Rondônia e Espírito Santo, ambos com 2,6%.

Desigualdades por Gênero e Raça

A disparidade entre grupos demográficos se mantém evidente. A taxa de desocupação de 5,6% atingiu 4,5% entre os homens e 6,9% entre as mulheres durante o período analisado. Quando observado sob a perspectiva de cor ou raça, o índice ficou abaixo da média nacional entre brancos (4,4%), enquanto se mostrou superior para pretos (6,9%) e pardos (6,3%), evidenciando as desigualdades estruturais que ainda persistem no mercado de trabalho brasileiro.

Influência do Nível de Instrução

O nível de escolaridade também teve um impacto significativo nos resultados apresentados. A taxa de desocupação para pessoas com ensino médio incompleto (9,8%) foi a mais elevada entre os níveis analisados. Para aqueles com nível superior incompleto, a taxa foi de 5,8%, quase o dobro em comparação ao grupo com ensino superior completo, que registrou apenas 3,0%.

Taxa de Subutilização e Outros Indicadores

A taxa composta de subutilização, que engloba desocupados, subocupados por insuficiência de horas e força de trabalho potencial, alcançou 13,9% no trimestre. No cenário estadual, o Piauí apresentou o maior índice, com 29,1%, seguido por Sergipe (26,5%) e Bahia (26,2%). As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (4,4%), Mato Grosso (6,0%) e Espírito Santo (6,1%).

Um dado relevante do relatório foi a existência de 1,2 milhão de pessoas que buscavam trabalho há dois anos ou mais, o menor número registrado para um terceiro trimestre desde 2014, representando uma queda de 17,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No terceiro trimestre de 2025, o percentual de desalentados (em relação à população total na força de trabalho ou desalentada) foi de 2,4%. Os estados com as maiores taxas foram Maranhão (9,3%), Piauí (7,9%) e Alagoas (7,8%). Em contraste, os menores índices foram observados em Santa Catarina (0,3%) e Mato Grosso (0,7%), seguidos por Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul (todos os três com 0,8%).

Emprego com Carteira Assinada

O percentual de empregados com carteira assinada no setor privado alcançou 74,4%. Santa Catarina liderou com 88,0%, seguida por São Paulo (82,8%) e Rio Grande do Sul (82,0%). Os menores percentuais foram registrados no Maranhão (51,9%), Piauí (52,4%) e Paraíba (55,3%).

O trabalho por conta própria representou 25,3% da população ocupada. Os maiores índices foram observados no Maranhão (33,1%), Pará (29,9%) e Amapá (29,1%), enquanto os menores foram em Distrito Federal (17,5%), Acre (19,3%) e Goiás (21,5%).

A informalidade no mercado de trabalho brasileiro alcançou 37,8%, sendo impulsionada por estados como Maranhão (57,0%), Pará (56,5%) e Piauí (52,7%). Por outro lado, Santa Catarina (24,9%), Distrito Federal (26,9%) e São Paulo (29,3%) mostraram os menores índices de informalidade.

O rendimento real mensal habitual foi de R$ 3.507. Este valor se manteve estável em comparação ao trimestre anterior (R$ 3.497) e apresentou um aumento em relação ao mesmo trimestre de 2024 (R$ 3.373). Nas análises trimestrais, as regiões Sul (R$ 4.036) e Centro-Oeste (R$ 4.046) apresentaram aumentos estatisticamente significativos no rendimento, enquanto nas demais regiões houve estabilização. Em comparação ao terceiro trimestre de 2024, o rendimento cresceu no Nordeste, Sul e Centro-Oeste.

Recuperação do Mercado de Trabalho

O relatório reafirmou a redução da desocupação em todas as faixas de tempo de procura em uma comparação anual, com ênfase nas quedas mais acentuadas entre aqueles que procuram emprego há mais de dois anos, grupo que registrou seu menor número desde 2014.

O percentual de informalidade (37,8%) e a significativa presença de trabalhadores por conta própria em diversos estados ressaltam a diversidade na recuperação do mercado de trabalho brasileiro, ao passo que as regiões Sudeste e Sul continuam apresentando uma massa de rendimentos mais elevada e constante ao longo da série histórica.


Impactos no Mercado Financeiro

O conjunto de indicadores sugere um cenário de melhora gradual, embora ainda assim de forma heterogênea no mercado de trabalho brasileiro. Para a bolsa de valores, um ambiente com desocupação mais baixa tende a sustentar o consumo e a fortalecer setores como varejo, bens de consumo e serviços. No que se refere ao câmbio, uma estabilidade no mercado de trabalho pode ajudar a moderar as expectativas inflacionárias, impactando a trajetória da Paridade entre Dólar Americano e Real Brasileiro (FX:USDBRL). No âmbito dos títulos públicos, especialmente nos vencimentos intermediários e longos, a redução do desemprego tende a reforçar as expectativas de maior equilíbrio fiscal e estabilidade no prêmio de risco.

(ibge)

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Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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