Supervisão do Tesouro sobre Fundos do Irã
Declaração do Secretário do Tesouro
O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, falou sobre a supervisão de fundos iranianos que serão liberados conforme o acordo temporário com o Irã, estabelecido pelo presidente Donald Trump, durante uma entrevista ao programa "Squawk Box" da CNBC, realizada na quarta-feira, 14 de maio de 2026, em Beijing, China.
Destinação dos Fundos
Bessent afirmou que uma parte significativa desses fundos será destinada à compra de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos. Ele enfatizou que o Tesouro terá controle sobre os recursos na região do Oriente Médio, o que indica que a administração está buscando estabelecer limites em relação a um dos aspectos mais sensíveis politicamente do acordo: o acesso do Irã a ativos congelados.
Reações ao Acordo
Os comentários do Secretário surgem em um momento em que a Casa Branca enfrenta uma reação negativa de alguns republicanos no Congresso, que questionam se o acordo de Trump concede ao Irã benefícios excessivos. Entre essas preocupações estão a mitigação de sanções e o acesso a fundos congelados, tudo isso em troca de uma janela temporária para negociação.
Impacto Econômico Doméstico
A proposta mencionada por Bessent poderia facilitar um argumento econômico favorável ao acordo em relação ao mercado interno: os recursos liberados poderiam potencialmente beneficiar agricultores, produtores de alimentos e empresas farmacêuticas dos Estados Unidos, caso o Irã seja estimulado ou obrigado a utilizar os recursos para a compra de produtos norte-americanos.
Incertezas nos Detalhes
Entretanto, os detalhes operacionais sobre como esses processos ocorrerão ainda não estão claros. Bessent não especificou imediatamente o montante de dinheiro que seria liberado, onde os fundos seriam mantidos, qual seria o papel do Irã na direção das compras ou quais mecanismos de aplicação o Tesouro utilizaria para garantir que os recursos não fossem desviados.
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Fonte: www.cnbc.com