Ações da Usiminas se destacam na B3 após nova estimativa do Itaú BBA
As ações da Usiminas (BOV:USIM5) chamaram a atenção dos investidores nesta terça-feira, 19 de maio, após o Itaú BBA apresentar uma análise que sugere um benefício fiscal significativo relacionado aos Juros sobre Capital Próprio (JCP) retroativos, os quais não foram pagos desde 1996. De acordo com o banco, essa situação pode resultar em um incremento de valor que varia entre R$ 1,7 bilhão e R$ 3,6 bilhões para a siderúrgica, o que poderá reforçar a sua geração de caixa e aumentar o potencial de valorização das ações USIM5 na bolsa de valores do Brasil.
Decisão do STJ e suas implicações
A discussão sobre o tema ganhou destaque após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a respeito do “Tema 1.319”, que abriu a possibilidade para que empresas possam recuperar créditos tributários relacionados aos pagamentos de JCP. Para os analistas do Itaú BBA, a Usiminas ainda não teve essa potencialidade totalmente precificada pelo mercado, mesmo considerando a expressiva alta de mais de 50% acumulada pelas suas ações em 2026.
Condições do mercado de aço
Além da questão fiscal, o Itaú BBA também observou uma melhora gradual no mercado interno de aço. Essa melhora é impulsionada por medidas antidumping implementadas no Brasil e pela valorização global da commodity, que está ocorrendo em meio a tensões geopolíticas, principalmente entre o Irã e os Estados Unidos. De acordo com os analistas, esse cenário deve favorecer ajustes de preços e reduzir a pressão das importações sobre o setor siderúrgico nacional.
A avaliação do Itaú BBA indica que uma parte significativa dos efeitos positivos das medidas antidumping ainda não se refletiu nos preços do aço nacional. As expectativas projetam um ambiente mais favorável para as siderúrgicas brasileiras a partir do terceiro trimestre de 2026, o que pode resultar em uma melhora operacional e na expansão das margens de lucro.
Revisão de projeções de Ebitda
Com base nessas considerações, o Itaú BBA elevou suas projeções de Ebitda da Usiminas para os anos de 2026 e 2027, agora situando-as entre 20% e 30% acima do consenso de mercado. O banco manteve a recomendação outperform — equivalente à compra — para as ações USIM5, elevando o preço-alvo para o final de 2026 para R$ 11,00 por ação, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 22%.
Desempenho das ações no pregão
No pregão realizado nesta terça-feira, 19 de maio, por volta das 11h54, as ações preferenciais da Usiminas apresentavam uma valorização de 1,22%, sendo cotadas a R$ 9,14, após uma abertura do dia em R$ 8,91. Durante a sessão, os papéis oscilaram entre a mínima de R$ 8,91 e a máxima de R$ 9,22. Essas movimentações refletem a repercussão positiva das novas estimativas feitas pelo Itaú BBA, além do crescente otimismo em relação ao setor siderúrgico na B3. O volume negociado até aquele momento ultrapassava 4,3 milhões de ações.
Perfil da Usiminas
A Usiminas é reconhecida como uma das maiores siderúrgicas do Brasil, operando de forma integrada na produção de aço plano, mineração, transformação do aço e na fabricação de bens de capital. A empresa atende a setores fundamentais para a economia brasileira, como o setor automotivo, a construção civil, a fabricação de máquinas industriais e o setor de infraestrutura. Entre seus principais concorrentes no mercado estão Gerdau (BOV:GGBR4), CSN (BOV:CSNA3) e ArcelorMittal. As ações da companhia são amplamente acompanhadas por investidores interessados no segmento de siderurgia e commodities na bolsa de valores do Brasil.
Fonte: br.-.com


