Resultados Financeiros da Vale
A Vale (VALE3) divulgou, nesta terça-feira (28), um lucro líquido de US$ 1,9 bilhão no primeiro trimestre do ano, o que representa um aumento de 36% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Esse resultado, no entanto, ficou um pouco abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam um lucro de US$ 2 bilhões, segundo dados coletados pela LSEG.
Em termos de receita líquida de vendas, houve um crescimento de 14%, alcançando US$ 9,3 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado apresentou uma elevação de 23%, subindo para US$ 3,8 bilhões.
A Vale também informou que o Ebitda proforma totalizou US$ 3,9 bilhões, o que representa um aumento de 21% comparado ao ano anterior, resultado que reflete, principalmente, o impacto positivo dos volumes e preços de vendas.
Melhora em Todos os Segmentos
A mineradora relatou uma melhora no desempenho de vendas em todos os segmentos de negócios, se comparado ao ano anterior. Segundo a companhia, as vendas de minério de ferro, cobre e níquel cresceram 4% (equivalente a +3 Mt), 11% (representando +9 kt) e 15% (soma de +6 kt), respectivamente.
A Vale também destacou que os preços realizados apresentaram aumento na comparação anual. O preço médio do minério de ferro fino aumentou em 5,5%, alcançando US$ 95,8 por tonelada. Para o cobre, a empresa informou que os preços subiram 48% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a US$ 13.143 por tonelada. O níquel, por sua vez, registrou uma alta de 6% em base anual, atingindo US$ 17.015 por tonelada.
Em relação aos custos, a Vale comunicou que o custo caixa C1 do minério de ferro foi de US$ 23,6 por tonelada, um aumento de 12% em comparação ao ano anterior. Esse aumento foi impactado, em grande parte, pela valorização do real. Os custos all-in do minério de ferro totalizaram US$ 55,4 por tonelada, o que representa um avanço de 8% em relação ao ano anterior.
Em contrapartida, a empresa destacou uma melhoria significativa em outros segmentos. Os custos all-in do cobre ficaram em US$ -642 por tonelada no trimestre. Além disso, os custos do níquel apresentaram uma redução de 48% na comparação anual, registrando US$ 8.184 por tonelada, o que é reflexo de receitas mais robustas provenientes de subprodutos e de ganhos de eficiência operacional.
Investimentos e Fluxo de Caixa
No período analisado, o investimento em capital (capex) totalizou US$ 1,1 bilhão, valor que está em conformidade com a orientação anual da companhia, que prevê um intervalo entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões para o ano de 2026.
A mineradora informou, também, que o fluxo de caixa livre recorrente atingiu US$ 813 milhões, representando um crescimento de US$ 309 milhões em comparação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelo aumento do Ebitda.
Além disso, a companhia ressaltou que a dívida líquida expandida encerrou o trimestre em US$ 17,8 bilhões. Este valor reflete, segundo a empresa, o pagamento de US$ 2,7 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio, o que foi parcialmente compensado pela geração de caixa no período.
Fonte: www.moneytimes.com.br

