Guiana: Crescimento Econômico em Ascensão
Um país que, até recentemente, era pouco mencionado nas aulas de geografia, agora se destaca com uma vantagem significativa como um dos principais exemplos de crescimento econômico na América do Sul. Este país é a Guiana, o terceiro menor da região, que está experimentando um considerável crescimento econômico impulsionado pelas recentes descobertas de extensos campos de petróleo.
Projeções Econômicas
De acordo com as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia da Guiana deve registrar um crescimento de 10,3% em 2025. Para efeito de comparação, a estimativa de crescimento para o Brasil é de apenas 2,5%, o que representa um valor quase quatro vezes menor em comparação aos índices guianenses.
Desde o ano de 2020, a Guiana tem apresentado taxas de crescimento que poderiam causar inveja à China, que enfrentou períodos de desaceleração econômica nos últimos anos. Em 2022, o Produto Interno Bruto (PIB) da Guiana aumentou em impressionantes 63%.
Boom do Petróleo
A antiga colônia britânica vivenciou uma transformação dramática, tornando-se uma grande produtora de petróleo quase que da noite para o dia. Até o ano de 2019, a Guiana não produzia uma única gota do combustível. Atualmente, o país extrai cerca de 650 mil barris por dia (bpd) e espera mais do que dobrar essa produção nos próximos anos.
Em setembro, o governo guianense concedeu uma nova licença de exploração para o projeto marítimo Hammerhead, que será operado pela companhia americana ExxonMobil (XOM). Segundo informações do Ministério de Recursos Naturais da Guiana, a conclusão do desenvolvimento do campo Hammerhead, prevista para o ano de 2029, deve resultar em uma produção nacional de 1,5 milhão de barris por dia.
Interesse da Venezuela
O rápido crescimento econômico da Guiana despertou o interesse, além da atenção tensa, do país vizinho, a Venezuela. A Venezuela chegou a aprovar uma lei que transforma a vasta região de Essequibo em um dos 24 estados do país. Esta movimentação ressalta a crescente tensão entre os dois países devido à riqueza disponível na área.
Em março, o presidente Nicolás Maduro retomou a retórica ameaçadora em relação à Guiana, afirmando que o país deverá “aceitar a soberania da Venezuela”. Com uma riqueza tão significativa em jogo, os Estados Unidos (EUA) já manifestaram clara intenção de não assistir a essa situação de forma passiva.
“Se atacarem a Guiana ou a ExxonMobil, seria um dia e uma semana muito ruins para eles. Não terminaria bem”, afirmou um alto funcionário americano em coletiva de imprensa, destacando a seriedade da posição dos EUA em relação à segurança e integridade territorial da Guiana.
Fonte: www.moneytimes.com.br

