Recomendação de Compra para o Fundo Imobiliário Mauá Capital Recebíveis
A XP Investimentos reafirmou a recomendação de aquisição para o fundo imobiliário Mauá Capital Recebíveis (MCCI11). Os analistas destacam que o fundo apresenta um perfil conservador e proteção contra a inflação.
Análise do Desempenho do Fundo
No relatório, os analistas Marx Gonçalves e Eduardo Bacelar informam que o FII, que faz parte do segmento de papel, mantém uma carteira de crédito de baixo risco, respaldada por garantias sólidas, que incluem imóveis de boa localização e desempenho apropriado.
“Desde seu lançamento no mercado, em 2019, o MCCI11 apresentou um retorno total de 94,15%, abrangendo tanto a variação do valor das cotas no mercado quanto os rendimentos distribuídos”, afirmam os analistas.
“Esse desempenho supera o do IFIX e do CDI bruto nesse mesmo intervalo, mantendo-se praticamente em linha com a média dos fundos de recebíveis que compõem o índice. Isso ocorre apesar do perfil de risco inferior, que resulta em taxas também mais baixas”, complementam.
Proteção Contra a Inflação
Conforme a XP, o FII conta atualmente com 76% do patrimônio alocado em 26 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), a maioria deles sendo de originação própria. Isso proporciona maior controle sobre as operações. Além disso, o fundo tem 12% em cotas de outros fundos, 10% em alocação tática e 2% em caixa.
Outro ponto relevante é que aproximadamente 98% da carteira está vinculada a CRIs indexados ao IPCA, assegurando proteção contra a inflação ao longo do tempo.
Gestão Ativa e Seus Benefícios
Nos últimos dois anos, mesmo sem realizar novas emissões, a gestão do fundo conseguiu movimentar cerca de R$ 720 milhões em ativos. Isso foi possível ao aproveitar vencimentos ordinários e antecipados, permitindo a realocação de capital em operações com risco similar, mas com taxas superiores.
Os analistas mencionam que, como resultado desse processo, a taxa média de aquisição da carteira do FII aumentou de IPCA +7% para IPCA +8,4% ao ano, o que representa um aumento de 1,4 ponto percentual no spread e, consequentemente, uma melhora nos dividendos distribuídos aos investidores.
Os vencimentos antecipados proporcionaram ganhos de capital significativos por meio de multas por pré-pagamento, o que contribuiu para a formação de uma reserva acumulada. Esses fatores resultaram em um aumento na distribuição de R$ 0,80 [em 2024] para R$ 1,00 por cota, conforme explicam os analistas.
Entretanto, a XP projeta uma normalização nos rendimentos ao longo do segundo semestre deste ano, embora os níveis ainda antes considerados sejam atrativos.
A expectativa é de um dividend yield de 11,5%, com um rendimento médio mensal de R$ 0,92 por cota nos próximos 12 meses.
A XP considera que esse nível de retorno, aliado à qualidade da gestão, posiciona o MCCI11 de maneira favorável entre os fundos de recebíveis, especialmente em um cenário de inflação elevada.
Riscos Considerados
Entre os aspectos que merecem atenção, a corretora ressalta que o fundo, assim como outros de seu tipo, está sujeito a oscilações de mercado, que são influenciadas por fatores macroeconômicos e eventuais alterações em políticas públicas.
A XP também alerta que possíveis inadimplências podem impactar diretamente na distribuição de rendimentos, uma vez que, mesmo que as operações possuam garantias, a execução dessas garantias pode demandar um período considerável.
Fonte: www.moneytimes.com.br


