Resultados da Exxon e Chevron: Por que os lucros diminuíram mesmo com a alta do petróleo?

Resultados da Exxon e Chevron: Por que os lucros diminuíram mesmo com a alta do petróleo?

by Fernanda Lima
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Os resultados trimestrais de Exxon Mobil e Chevron mostraram uma contradição notável: mesmo com a elevação de até 57% no preço do petróleo após a intensificação do conflito com o Irã, ambas as empresas registraram uma significativa queda no lucro líquido. A Exxon viu seu lucro reduzir em 45%, enquanto a Chevron recuou 36% em comparação ao ano anterior.

As ações da Exxon Mobil (NYSE:XOM) e da Chevron (NYSE:CVX) apresentaram recuos de 1,0% e 0,8%, respectivamente, no pré-mercado de sexta-feira (1), logo após a divulgação dos resultados financeiros. Vale ressaltar que a Exxon Mobil e a Chevron também estão disponíveis para negociação na B3 por meio de BDRs, com os respectivos códigos (BOV:EXXO34) e (BOV:CHVX34).

Mercado já precificava excesso antes da guerra

Nos primeiros dois meses do trimestre, o mercado de petróleo operou sob pressão, refletindo as expectativas de um excesso de oferta global. Esse contexto limitou os ganhos operacionais iniciais e reduziu as margens. A reversão abrupta ocorrida após 28 de fevereiro não foi suficiente para compensar a fraqueza que se manifestou anteriormente, resultando em distorções nos resultados financeiros consolidados do período.

Resultados superam projeções, mas sem empolgar ações

Apesar do cenário desafiador, tanto a Exxon quanto a Chevron superaram as estimativas de Wall Street no que diz respeito ao lucro por ação. A Exxon reportou um lucro de US$ 1,16 por ação, superando a expectativa de US$ 1,00, e apresentou uma receita de US$ 85,14 bilhões. Já a Chevron reportou US$ 1,41 por ação, enquanto o consenso era de US$ 0,95, embora sua receita de US$ 48,61 bilhões tenha ficado abaixo das expectativas do mercado.

Efeito temporal distorce números da Exxon

A Exxon enfrentou um impacto significativo em suas finanças devido a operações de hedge que não foram compensadas adequadamente pelas entregas físicas, resultando em um efeito contábil negativo de aproximadamente US$ 4 bilhões. O CEO Darren Woods destacou que este é um descompasso temporário: receitas futuras devem capturar esses ganhos assim que os barris redirecionados forem efetivamente entregues.

Interrupções no Oriente Médio pressionam produção

A companhia prevê uma redução de até 750 mil barris por dia caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado durante o segundo trimestre, o que afetaria cerca de 15% de sua produção. Além disso, o volume destinado às refinarias deve cair em torno de 3%. O tempo de normalização logística pode levar até dois meses após a reabertura do estreito.

Chevron menos exposta ao conflito

Por sua vez, a Chevron apresentou uma maior resiliência geográfica. Conforme declarado pelo CEO Mike Wirth, a exposição da empresa ao Oriente Médio é limitada em comparação às suas operações nas Américas, Ásia e África. Contudo, a empresa também reportou um impacto negativo de US$ 2,9 bilhões relacionado a despesas financeiras com hedge, o que pressionou seu lucro líquido para US$ 2,2 bilhões.

Refino sofre com hedge e margens comprimidas

As operações de refino foram particularmente afetadas por essa dinâmica. A Exxon registrou um prejuízo de US$ 1,26 bilhão nesse segmento devido ao efeito temporário mencionado anteriormente, embora, ajustado, tenha gerado um lucro de US$ 2,8 bilhões, o que representa mais de três vezes o lucro do ano anterior. Em relação à Chevron, a empresa teve uma perda de US$ 817 milhões, impactada por margens menores e elevados custos logísticos.

Produção sustenta parcialmente os resultados

No segmento upstream, a Exxon gerou um lucro de US$ 5,74 bilhões, representando uma queda de 15%, com uma produção de 4,6 milhões de barris por dia. Em comparação, a Chevron demonstrou um desempenho mais estável, com um lucro de US$ 3,9 bilhões, um crescimento de 4%, e uma produção de 3,9 milhões de barris por dia, com um aumento de 15% em relação ao ano anterior, o que reforça sua expansão das operações fora do Oriente Médio.

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Crédito da imagem: Canva

Fonte: br.-.com

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