Incidente no Estreito de Hormuz
Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, integrantes da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, embarcam no navio comercial M/V Blue Star III, que foi supostamente interceptado enquanto tentava transitar para o Irã, em violação ao bloqueio dos portos iranianos, no dia 28 de abril de 2026. As forças americanas liberaram a embarcação após realizar buscas e confirmar que a rota do navio não incluía uma parada em um porto iraniano.
Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA | CENTCOM
Negativas do Comando Central dos EUA
Na segunda-feira, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) refutou informações divulgadas pela mídia estatal iraniana, que afirmavam que um navio de guerra americano, em transito pelo Estreito de Hormuz, havia sido atingido por dois mísseis e forçado a retroceder. CENTCOM afirmou em uma publicação em seu perfil oficial na plataforma X que “nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido”.
O comando militar dos EUA que opera na região do Oriente Médio declarou que “as forças americanas estão apoiando o Projeto Liberdade e reforçando o bloqueio naval nos portos do Irã”.
Projeto Liberdade
O “Projeto Liberdade” refere-se a uma nova iniciativa dos EUA para “libertar” navios que estão paralisados em razão do bloqueio de fato imposto pelo Irã no Estreito de Hormuz, um ponto estratégico pelo qual cerca de 20% do petróleo mundial era transportado antes do início do conflito.
O presidente Donald Trump, ao anunciar a operação em uma publicação na rede Truth Social no domingo à noite, informou que os esforços começariam na manhã de segunda-feira.
CENTCOM, em uma nova publicação na manhã de segunda-feira, informou que destróieres de mísseis guiados da Marinha dos EUA “estão atualmente operando no Golfo Arábico após transitar pelo Estreito de Hormuz em apoio ao Projeto Liberdade”.
O comando americano declarou que “as forças americanas estão ativamente ajudando nos esforços para restaurar a livre passagem do transporte comercial. Como primeiro passo, dois navios mercantes de bandeira americana já realizaram a passagem pelo Estreito de Hormuz e estão a caminho de seus destinos com segurança”.
Essa informação contrasta claramente com a Agência de Notícias Fars, do Irã, que havia relatado mais cedo na segunda-feira que um navio da Marinha dos EUA havia sido atingido duas vezes ao tentar atravessar o estreito.
O navio, conforme descrito em uma postagem traduzida por Google nas redes sociais como sendo uma fragata americana, teria sido atacado “após ignorar um aviso da Marinha da República Islâmica do Irã”, de acordo com a Fars, que está alinhada com o Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica do Irã.
Bloqueio e Impactos no Tráfego Marítimo
A Fars informou ainda que o navio “não conseguiu prosseguir sua rota devido aos impactos e foi forçado a retroceder e fugir da área”. Desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra em 28 de fevereiro, o Irã bloqueou a maior parte do tráfego de petroleiros através do estreito. Esta medida resultou em um choque histórico no fornecimento de energia, o que fez os preços dispararem e aumentou a incerteza nos mercados globais.
O tráfego de navios permaneceu baixo, mesmo com um frágil cessar-fogo entre os EUA e o Irã, que até o momento não rendeu avanços nas negociações de paz.
Bloqueio Naval e Necessidade de Acordo
Em meio à trégua temporária, Trump, no meio de abril, ordenou um bloqueio naval dos portos iranianos na região, na tentativa de pressionar o Irã a entrar em um acordo ao bloquear seu setor de exportação de petróleo. Especialistas consultados pela CNBC afirmaram que o Irã poderia manter sua posição por meses.
Na sua publicação na Truth Social no domingo à noite, Trump afirmou que os EUA haviam comunicado países não envolvidos na guerra “que guiaríamos seus navios com segurança para fora destas vias restritas, para que pudessem continuar livremente com suas atividades comerciais”.
O post do presidente parecia reconhecer que a operação poderia gerar ainda mais tensão nas tentativas de diplomacia com o Irã.
Trump destacou: “O movimento dos navios é meramente destinado a liberar pessoas, empresas e países que não fizeram absolutamente nada de errado — são vítimas de circunstâncias”.
Contudo, ele acrescentou que “se, de alguma maneira, esse processo humanitário for interferido, essa interferência, infelizmente, terá que ser tratada de forma contundente”.
Fonte: www.cnbc.com

