Tarifas do México e a Reação do Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta sexta-feira, dia 12, que irá trabalhar para "equacionar o problema" referente a um novo aumento de tarifas que afeta o Brasil, desta vez originado do México. O Senado mexicano aprovou, na última quinta-feira, dia 11, um projeto de lei que institui tarifas de 50% sobre alguns países parceiros comerciais, incluindo o Brasil.
Multilateralismo e Comércio Regional
Em suas declarações, Alckmin destacou a necessidade de defender o multilateralismo e de expandir acordos comerciais. Ele mencionou que o comércio deve ser, acima de tudo, intraregional. "Vamos trabalhar junto ao México para termos mais complementaridade econômica", acrescentou o vice-presidente e ministro da Indústria, durante um evento realizado em São Paulo.
Visita ao México
Alckmin liderou uma comitiva para o México em agosto, onde discutiu parcerias e possíveis estratégias para que os países se protejam das tarifas altas implementadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Quatro meses após essa visita, o governo liderado por Cláudia Sheinbaum poderá sancionar um projeto de lei que segue a mesma linha da ordem executiva americana.
Aumento das Linhas Tarifárias de Preferência
"Estivemos no México e foi feito um entendimento para aumentar as chamadas linhas tarifárias de preferência. Atualmente, temos com o México linhas tarifárias de preferência reduzidas. Esse trabalho está em andamento, e nosso objetivo é ampliar essas linhas tarifárias", afirmou Alckmin.
Impactos e Expectativas
O vice-presidente tentou minimizar o impacto negativo que a nova tarifa mexicana poderá causar, ao mesmo tempo em que ressaltou o crescimento das exportações brasileiras. Ele também mencionou um acordo em andamento entre o Mercosul e a União Europeia, que, segundo informações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve ser assinado no dia 20 de dezembro.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


