Acordo de Venda da Americanas
Participação na Extrafruti
A Americanas firmou um acordo para a venda de sua participação de 10% na Extrafruti, uma distribuidora capixaba que comercializa frutas, legumes, verduras, flores e plantas. Esta operação foi apresentada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e representa mais um passo no processo de desinvestimento da varejista no setor de alimentos frescos, em um contexto de recuperação judicial.
Repartição da Participação
A fatia da Americanas será dividida igualmente entre os outros dois acionistas da Extrafruti. A EFP – Extrafruti Participações aumentará sua participação de 76,5% para 81,5%. Por sua vez, a L2NCM, que é a holding do Grupo Coutinho, passará de 13,5% para 18,5%. Esse grupo possui as redes Extrabom, Atacado Vem e Extra Plus.
Detalhes Financeiros
Os detalhes financeiros da transação, incluindo valor e forma de pagamento, foram mantidos em sigilo. Segundo o balanço referente a dezembro de 2025, a Americanas registrava seu investimento na Extrafruti no valor de R$ 12 milhões. No fechamento do ano anterior, a distribuidora apresentava patrimônio líquido de R$ 44 milhões e lucro de R$ 21 milhões.
Histórico de Aquisição
A participação da Americanas na Extrafruti foi adquirida por meio da compra da Hortigil Hortifruti, que detinha as bandeiras Hortifruti e Natural da Terra. Esta aquisição ocorreu em 2021, pelo valor de R$ 2,1 bilhões. A Hortigil já possuía os 10% da Extrafruti e, após ser incorporada pela Americanas em setembro de 2022, a participação foi transferida para o balanço da varejista.
Comparação com Outra Transação
Este acordo difere da venda recente de dez lojas deficitárias do Natural da Terra em São Paulo para o Oba Hortifruti, que foi fechada por R$ 69,3 milhões. No caso da Extrafruti, a Americanas está se desfazendo de uma participação societária minoritária e sem controle operacional.
Aprovações Necessárias
Para a conclusão da transação, ainda é necessária a aprovação do Cade e a autorização da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que é responsável pela recuperação judicial da Americanas.
Fonte: veja.abril.com.br


