Análise da Performance das Ações da Salesforce
Orientação de Receita Abaixo das Expectativas
Os analistas de Wall Street, em sua maioria, não preveem uma valorização imediata das ações da Salesforce. A empresa de tecnologia em nuvem emitiu orientações de receita decepcionantes para seu trimestre atual, o que levou os investidores a vender suas ações. A Salesforce informou que espera uma receita entre US$ 10,24 bilhões e US$ 10,29 bilhões no terceiro trimestre, enquanto os analistas estimavam uma receita de US$ 10,29 bilhões, de acordo com dados da LSEG. No segundo trimestre que recém terminou, a Salesforce superou as expectativas tanto em receitas quanto em lucros, reportando um ganho de US$ 2,91 por ação sobre uma receita de US$ 10,24 bilhões. Os analistas consultados pela LSEG esperavam um lucro de US$ 2,78 por ação sobre uma receita de US$ 10,14 bilhões. As ações da Salesforce caíram quase 8% nas negociações iniciais de quinta-feira, se destacando como uma das piores performances dentro do índice Dow Jones Industrial Average. Somente em 2023, as ações da empresa caíram 29%.
Perspectivas de Investimentos em Salesforce
Apesar da orientação recente, Wall Street mantém uma visão majoritariamente positiva em relação à Salesforce. Dados da LSEG revelam que 41 analistas que cobrem a empresa classificam suas ações como uma forte compra ou compra, enquanto 11 recomendam a manutenção e apenas um sugere a venda. As reações dos analistas variaram de neutras a animadas, considerando um potencial ponto de virada para as finanças da Salesforce, impulsionado por oportunidades no campo da inteligência artificial.
Opiniões de Analistas
A seguir, um resumo do que os analistas de alguns dos maiores bancos de Wall Street estão afirmando após o último relatório de lucros da Salesforce, classificados do mais pessimista ao mais otimista:
Bernstein: Desempenho Inferior, Meta de Preço de US$ 221
O alvo de preço do banco sugere um risco de queda de 14% com base no fechamento das ações, que foi de US$ 256,45 na quarta-feira. A Bernstein expressa preocupações de que a Salesforce é uma empresa madura no mercado maduro e que as expectativas estão altas, especialmente em relação ao Agentforce. Além disso, há a preocupação com a possibilidade de aquisições grandes e custosas. Afirmam, no entanto, que discordam da ideia de que a inteligência artificial irá destruir o modelo de negócios SaaS, acreditando que as plataformas como a Salesforce têm potencial para entregar funcionalidades de AI e monetizá-las, embora a questão do tamanho e do timing permaneça incerta.
UBS: Neutro, Meta de Preço de US$ 260
A meta de preço do UBS implica que as ações deverão crescer apenas 1% no próximo ano. O banco destacou que, pelo segundo trimestre consecutivo, a Salesforce reafirmou a previsão de crescimento de receitas totais de 8% para o ano fiscal de 2026, apesar do crescimento forte no segmento de AI/Dados. Isso reflete, segundo o banco, um mercado de software de CRM bastante maduro, onde os investimentos em "inteligência artificial de front-office" estão apenas em fase inicial. Assim, o UBS decidiu manter uma classificação neutra, aguardando um sinal claro de retorno ao crescimento superior a 10%.
Wells Fargo: Peso Igual, Meta de Preço de US$ 265
O alvo de Michael Turrin, analista do Wells Fargo, representa um ganho potencial de 3%. Ele destacou que a falta de um aumento na previsão de receita para o ano fiscal sugere um retorno menor do que o esperado anteriormente. O analista optou por manter uma posição equilibrada, até que sinais maiores de um catalisador emergam, indicando que a adoção do Agentforce está sendo mais lenta do que o antecipado.
Citigroup: Neutro, Meta de Preço de US$ 275
O novo alvo de US$ 275 do Citigroup, reduzido de US$ 295, aponta para um potencial de 7% de valorização. O banco expressa cautela, uma vez que o feedback dos parceiros sugere uma demanda abaixo do esperado. Enquanto a atividade no início do funil diminui progressivamente, existem casos de crescimento do ACV. O Citigroup aguarda mais dados sobre a comercialização do Agentforce antes de alterar sua classificação.
Barclays: Acima do Peso, Meta de Preço de US$ 316
A previsão do Barclays significa um potencial de valorização de 23%. Apesar de um desempenho ligeiramente melhor no segundo trimestre, a orientação da Salesforce foi considerada fraca. O banco observou que o Agentforce parece estar ganhando adoção, mas os números ainda são pequenos, fazendo com que os investidores precisem ser pacientes.
Bank of America: Compra, Meta de Preço de US$ 325
O preço objetivo do Bank of America é 27% superior ao preço de fechamento das ações da Salesforce na quarta-feira. A expectativa de crescimento do cRPO de 10% sugere que o crescimento de dois dígitos é viável, com potencial de reestimulação em 2027 devido à contribuição da inteligência artificial. O banco está encorajado com a revisão do crescimento do fluxo de caixa livre (FCF) para o ano fiscal de 2026, aumentando a previsão em 3 pontos percentuais para 12% a 13%.
Deutsche Bank: Compra, Meta de Preço de US$ 340
O analista Brad Zelnick acredita que as ações podem subir 33% a partir do preço atual. A Salesforce reportou resultados do segundo trimestre que estavam em linha com as expectativas moderadas dos investidores. O banco notou que as tendências subjacentes continuam sólidas e que os principais indicadores superaram levemente o consenso.
JPMorgan: Acima do Peso, Meta de Preço de US$ 365
A meta de preço do JPMorgan é cerca de 42% superior ao fechamento das ações da Salesforce. O banco enfatizou o impulso que a Salesforce está experimentando com suas soluções de inteligência artificial, mencionando uma melhoria nas tendências de pipeline e reservas.
Goldman Sachs: Compra, Meta de Preço de US$ 385
O Goldman Sachs projeta um aumento de 50% em 12 meses. O banco argumenta que a inteligência artificial não interromperá o negócio SaaS da Salesforce, mas se tornará um impulso positivo ao longo de vários anos.
Morgan Stanley: Acima do Peso, Meta de Preço de US$ 405
A projeção do Morgan Stanley é aproximadamente 72% acima do preço atual das ações. O banco acredita que, apesar dos resultados do segundo trimestre estarem em grande parte em linha, os elementos estão se alinhando para uma melhoria na trajetória de crescimento.


