Arranha-céu repleto de bilionários enfrenta risco de colapso em Nova York devido à sua fachada deslumbrante

Arranha-céu repleto de bilionários enfrenta risco de colapso em Nova York devido à sua fachada deslumbrante

by Ricardo Almeida
0 comentários

Rachaduras no 432 Park Avenue: um problema crescente em Nova York

A poucos quarteirões do Central Park, um dos edifícios mais caros e icônicos de Nova York, o 432 Park Avenue, enfrenta sérias questões estruturais. Este condomínio de luxo, que abriga bilionários e celebridades como Jennifer Lopez, está apresentando rachaduras, infiltrações e danos visíveis em sua fachada. Essas condições levantam sérias preocupações quanto à segurança na Billionaire’s Row, localizada em Manhattan.

Um ícone com problemas estruturais

Inaugurado em 2015, o prédio possui 425 metros e 102 andares, o que o torna o residencial mais alto da América Ocidental. No entanto, a impressionante fachada branca, feita de concreto e vidro espelhado, esconde um problema técnico crescente.

Moradores relataram uma série de problemas, incluindo vazamentos de água, elevadores que ficam parados e trepidações nos andares superiores durante ventos fortes. Essas falhas são consideradas inaceitáveis, especialmente para apartamentos que foram vendidos por valores que chegam a dezenas de milhões de dólares.

Recentes laudos revelam que a estrutura do edifício apresenta rachaduras abertas e áreas de concreto ausentes.

O impacto do clima e necessidade de reformas

Engenheiros alertam que o edifício está sob estresse excessivo devido à ação combinada do vento e da chuva. Se as falhas não forem corrigidas, a estrutura poderá se tornar inabitável.

Atualmente, não há risco de colapso imediato, mas o desgaste crescente da edificação aponta para a urgência de reformas. O custo dessas obras pode ultrapassar US$ 160 milhões, conforme informações do New York Times e do The Sun.

O concreto “perfeito” que gerou problemas

Grande parte dos problemas do 432 Park Avenue remonta ao material que foi escolhido para a fachada: o concreto puro, que foi considerado o principal orgulho do projeto. A opção por este material visava conferir ao edifício uma estética minimalista e exclusiva. Entretanto, o concreto, conhecido por suas dificuldades de aplicação, mostrou-se vulnerável às condições climáticas.

Emails revelados pelo New York Times mostram que, em 2012, Jim Herr, diretor da Rafael Viñoly Architects — empresa responsável pelo projeto — alertava os incorporadores sobre os riscos envolvidos. Herr mencionou que eles estavam trilhando um “caminho perigoso e escorregadio” que poderia levar ao desastre e a processos judiciais.

Esse aviso se concretizou. De acordo com o engenheiro estrutural Steve Bongiorno, a torre está sob estresse maior do que o projetado. Bongiorno explica que infiltrações podem corroer o concreto internamente, provocando a soltura de partes da fachada.

“Pedaços de concreto podem cair, janelas podem se soltar. O edifício se tornará simplesmente inabitável”, afirmou o engenheiro.

Disputas judiciais em um condomínio de luxo

O 432 Park Avenue surgiu como um símbolo da era dos superarranha-céus, apresentando-se esguio, luxuoso e voltado para o público ultrarrico. Durante seu lançamento, as 125 unidades do condomínio geraram impressionantes US$ 2,5 bilhões em vendas, segundo dados da empresa Marketproof.

Entre os compradores, figuram Jennifer Lopez e Alex Rodriguez, que adquiriram um apartamento por US$ 15,3 milhões em 2018, para vendê-lo no ano seguinte, alegando falta de espaço.

Atualmente, as unidades estão listadas com valores que variam entre US$ 10,5 milhões e US$ 55 milhões, conforme informações do site StreetEasy. No entanto, os problemas estruturais e as disputas internas entre os moradores têm abalado a reputação do edifício.

Ações judiciais contra as construtoras

O conselho de moradores do prédio moveu duas ações contra as construtoras responsáveis, alegando presença de defeitos de construção e omissão quanto a falhas estruturais. As empresas, incluindo o CIM Group, negam as acusações, classificando-as como “infundadas, difamatórias e prejudiciais ao valor dos imóveis”.

*Com informações do New York Times, NY Post e The Sun

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy