Acordo da MBRF com a Salic
A MBRF (MBRF3) estabeleceu um acordo com a Salic, que é uma subsidiária do Public Investment Fund (PIF), fundo soberano da Arábia Saudita. Este acordo resulta em um aumento dos volumes máximos contratados pela empresa.
Volumes Contratados
Os volumes de aves contratados pela MBRF dobraram, passando de 300 mil para 600 mil toneladas anualmente. Além disso, o acordo agora inclui a negociação de produtos de carne bovina, com um volume total de até 270 mil toneladas por ano.
Perspectivas de Receita Adicional
De acordo com análise do BTG Pactual, a geração de receita adicional proveniente deste acordo depende, em última análise, de um eventual prêmio de preço em relação a outros mercados. Os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla destacaram que a ampliação dos volumes contratados de aves e a inclusão da carne bovina são passos naturais, principalmente pela capacidade da MBRF de fornecer diversas proteínas.
Análise Crítica do Acordo
Os analistas também ressaltaram que, embora os volumes contratados sejam maiores, isso não implica que todos serão efetivamente entregues. Eles alertam que os preços estão diretamente relacionados aos níveis de mercado. Em avaliação, o acordo de segurança alimentar firmado com a Salic não se caracteriza como um contrato do tipo take-or-pay; portanto, a possibilidade de aumento nos volumes é considerada positiva, mas não garante que eles serão efetivamente enviados.
Sadia Halal: Fortalecimento da Joint Venture
O movimento da MBRF busca reforçar a Sadia Halal, uma joint venture que foi formada recentemente para administrar todos os ativos que anteriormente pertenciam à MBRF no Oriente Médio, excluindo a Turquia. Essa joint venture é responsável pelos volumes exportados do Brasil para a região.
Recomendação da Análise de Mercado
O BTG Pactual manteve sua recomendação neutra para as ações da MBRF, estabelecendo um preço-alvo de R$ 26. Esta recomendação baseia-se na combinação de um nível relativamente alto de endividamento da empresa e na expectativa de que as margens operacionais em 2026 sejam inferiores às de 2025.
Embarques do Brasil para a Arábia Saudita
No período dos últimos doze meses, aproximadamente 80% das importações de frango da Arábia Saudita provenientes do Brasil foram concentradas em peito de frango desossado, que representou 45% do total, e cortes inteiros congelados, que corresponderam a 32%. Cabe ressaltar que os miúdos não estão incluídos nesta análise, sendo que a maior parte dos frangos importados foi do tipo griller.
Premiação de Preço
O prêmio de preço pago pela Arábia Saudita para esses cortes tem se mostrado relativamente modesto quando comparado ao preço médio de exportação informado pela Secex para cada tipo de corte durante o mesmo período. O peito desossado apresentou um prêmio de cerca de 5%, enquanto os grillers tiveram um prêmio de aproximadamente 3%.
Análise dos Cortes Exportados
Uma parte significativa das exportações brasileiras de grillers já se destina à região do Oriente Médio. Além disso, a Arábia Saudita não é o único país da região disposto a oferecer preços mais altos por esse tipo de corte, o que ajuda a explicar por que os preços em geral permanecem alinhados com a média de exportação do Brasil.
Preço Médio de Importação da Carne Bovina
Para a carne bovina, a análise também indica que o preço médio de importação da Arábia Saudita nos últimos doze meses ficou cerca de 2% abaixo do preço médio de exportação do Brasil.
Fonte: www.moneytimes.com.br

