Preocupação da CNT com Propostas Legislativas
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) expressou sua preocupação em relação às propostas que visam a redução da jornada de trabalho e a eliminação da escala de trabalho 6×1, as quais foram aprovadas pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira, dia 27.
Embora a entidade se declare aberta ao diálogo, defende que quaisquer modificações nas normas trabalhistas sejam efetuadas mediante convenções e acordos coletivos, em vez de serem impostas legislativamente.
Especificidades do Setor de Transporte
De acordo com a CNT, o transporte é uma atividade de importância crucial e que atua de forma ininterrupta, 24 horas por dia. Mudanças unilaterais, segundo a entidade, poderiam desconsiderar as particularidades operacionais e regionais do setor. Vander Costa, presidente do Sistema Transporte, afirma: “Modernizar a jornada é legítimo, mas deve ser realizado de forma responsável e através de um debate ponderado. O setor de transporte possui características operacionais singulares, como a operação contínua e uma elevada dependência de mão de obra.”
Impacto Financeiro da Redução da Jornada
Em uma nota, a confederação indicou que a mudança da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem que haja redução salarial, acarretaria um incremento imediato de 10% no valor da hora trabalhada. Com 92,5% dos profissionais do setor cumprindo o limite atual, o impacto financeiro projetado para as empresas alcançaria a cifra de R$ 11,88 bilhões. A CNT ressalta que este aumento nos custos, sem dúvida, refletirá no preço das passagens e dos fretes, o que poderá pressionar a inflação.
O estudo também aponta que a manutenção das operações atuais exigiria a contratação de 240 mil novos trabalhadores, em um cenário em que o déficit de motoristas no Brasil já ultrapassa os 120 mil profissionais.
Fonte: timesbrasil.com.br


