Destaques de Terça-feira (20): Banco do Brasil (BBAS3), Ambipar (AMBP3), Petrobras (PETR4) e mais

Destaques de Terça-feira (20): Banco do Brasil (BBAS3), Ambipar (AMBP3), Petrobras (PETR4) e mais

by Ricardo Almeida
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O payout e o calendário de remuneração do Banco do Brasil (BBAS3), a alteração na diretoria da Ambipar (AMBP3) e a assinatura de contratos para novas embarcações pela Petrobras (PETR4) estão entre os principais destaques corporativos desta terça-feira, 20 de fevereiro de 2026.

Confira os destaques corporativos de hoje

Banco do Brasil (BBAS3) aprova payout de 30% para 2026 e define calendário de remuneração

O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou na segunda-feira, 19 de fevereiro de 2026, que o Conselho de Administração aprovou um payout de 30% para o exercício de 2026. Esse pagamento será realizado através de juros sobre o capital próprio (JCP) e/ou dividendos, de acordo com a Política Específica de Remuneração aos Acionistas estabelecida pela instituição.

De acordo com o comunicado divulgado, a determinação do payout considerou diversos fatores, incluindo os resultados financeiros do banco, sua saúde financeira, a Declaração de Apetite e Tolerância a Riscos, além de metas e projeções de capital. As expectativas de mercado e as oportunidades de investimento também foram levadas em conta, tendo como foco a manutenção e a expansão da capacidade operacional do banco.

O percentual de 30% representa uma diminuição em relação à banda anterior, que variava de 40% a 45%, tendo sido ajustado após a avaliação do desempenho do segundo trimestre, onde se observou um aumento na inadimplência, especialmente no setor do agronegócio.

O Banco do Brasil informou que a remuneração aos acionistas será efetuada em oito pagamentos ao longo de 2026. Destes, quatro ocorrerão de forma antecipada durante os trimestres de referência, enquanto outros quatro pagamentos complementares serão feitos após o fechamento de cada trimestre.

Ambipar (AMBP3) anuncia mudanças na gestão

Durante o processo de recuperação judicial da Ambipar (AMBP3), o conselho de administração da empresa elegeu Renato Ferreira dos Santos como novo diretor de relações com investidores, em substituição a Ricardo Rosanova Garcia, que deixou o cargo recentemente.

A empresa não detalhou os motivos para as mudanças em sua gestão no comunicado enviado ao mercado na mesma data.

No final de dezembro de 2025, a Ambipar aprovou os termos e condições do plano de recuperação judicial do Grupo Ambipar. Essa proposta foi oficialmente protocolada na 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro e abrange a própria Ambipar, além de suas afiliadas, incluindo a Environmental ESG.

As principais medidas estabelecidas pelo plano visam tratar a atual situação econômico-financeira do grupo, com o intuito de garantir a normalidade das operações, a continuidade dos serviços prestados a clientes e parceiros, além da preservação dos postos de trabalho.

Petrobras (PETR4) assina contratos de R$ 2,8 bilhões para novas embarcações com três estaleiros

A Petrobras (PETR4), junto com sua subsidiária de transporte e logística Transpetro, firmará contratos na terça-feira, 20 de fevereiro de 2026, para a construção de cinco navios gaseiros, além de 18 barcaças e 18 empurradores, em três estaleiros brasileiros. O investimento total será de R$ 2,8 bilhões, conforme anúncio da empresa na segunda-feira, 19 de fevereiro de 2026.

O estaleiro Rio Grande, localizado no Rio Grande do Sul, será responsável pela construção dos navios gaseiros, enquanto o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, no Amazonas, se encarregará das 18 barcaças. Por sua vez, o estaleiro Indústria Naval Catarinense, em Santa Catarina, ficará responsável pela construção dos 18 empurradores, de acordo com informações fornecidas pela petroleira.

Após a construção, todas as embarcações estarão sob operação da Transpetro.

Em nota, a Petrobras ressaltou que, com a aquisição das novas embarcações, a empresa poderá reduzir a dependência em relação aos contratos de afretamento, resultando em maior flexibilidade e eficiência nas operações logísticas de movimentação de gases liquefeitos e de outros produtos.

Riachuelo (GUAR3): Fitch eleva rating, de olho em perfil financeiro fortalecido

A agência de classificação de risco Fitch elevou a classificação de crédito nacional de longo prazo da Guararapes (GUAR3), controladora da Riachuelo, de ‘A+(bra)’ para ‘AA-(bra)’. Essa alteração foi comunicada ao mercado na noite de segunda-feira, 19 de fevereiro de 2026.

A mudança no rating também foi aplicada à sétima emissão de debêntures quirografárias, com vencimento previsto para 2028. A previsão para o rating corporativo é estável.

Segundo a Fitch, a Guararapes deverá preservar um perfil financeiro fortalecido nos próximos anos, com uma margem Ebitdar em torno de 15% na operação de varejo, alavancagem reduzida e geração de fluxo de caixa livre positiva a partir deste ano.

As projeções do rating indicam que a alavancagem financeira da Guararapes ficará em 2,6 vezes em 2026, chegando a cerca de 2,2 vezes em 2027, mesmo com o aumento nos investimentos. A Fitch acredita que a companhia manterá eficiência na gestão de seu capital de giro, garantindo assim um perfil de liquidez robusto ao longo do período de avaliação do rating.

Trisul (TRIS3) tem queda de 10% nas vendas no 4T25

A Trisul (TRIS3) informou, na noite de segunda-feira, 19 de fevereiro de 2026, que suas vendas líquidas registraram uma queda de 9,7% no quarto trimestre (4T25) em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 673,6 milhões, conforme dados da prévia operacional da companhia.

No acumulado do ano de 2025, as vendas líquidas alcançaram R$ 1,65 bilhão, o que representa uma redução de 1,4% em comparação aos 12 meses anteriores.

Entre os meses de outubro e dezembro de 2025, a empresa lançou dois empreendimentos, com um valor geral de vendas (VGV) de R$ 930 milhões, ligeiramente superior aos R$ 924 milhões registrados no 4T24.

Um dos projetos lançados é o Quarten Ibirapuera, um empreendimento de alto padrão localizado na Vila Clementino, em São Paulo, com um VGV de R$ 668 milhões e contendo 192 unidades.

Receita bruta da JSL (JSLG3) recua e fecha em R$ 2,9 bilhões no 4º trimestre

A JSL (JSLG3) divulgou que sua receita bruta totalizou R$ 2,9 bilhões no quarto trimestre de 2025, o que representa uma diminuição de 1,4% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com a prévia dos resultados da empresa divulgada na noite de segunda-feira, 19 de fevereiro de 2026.

No acumulado de 2025, a receita bruta da companhia somou R$ 11,3 bilhões, apresentando um crescimento de 6,1% em relação a 2024.

O recuo na receita bruta observado no último trimestre é atribuído à divisão de JSL Serviços Dedicados, que responde por 75% da receita líquida da empresa e abrange as operações de transporte especializado. No 4T25, essa divisão registrou uma queda de 5,6% em comparação sazonal.

A JSL também relatou uma expansão no Ebitda e na margem Ebitda no quarto trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024.

BRB descarta risco de intervenção e estuda vender ativos do Master

O Banco de Brasília (BRB) declarou, na segunda-feira, 19 de fevereiro de 2026, que não há risco de intervenção na instituição, garantindo que possui “suficiência patrimonial” para lidar com os efeitos das investigações envolvendo o Banco Master. Em nota oficial, o banco, que é controlado pelo governo do Distrito Federal, indicou que está considerando a venda de ativos recuperados do banco privado como forma de fortalecer sua posição financeira.

A manifestação ocorre em resposta à divulgação de informações que sugerem uma suposta urgência de aporte de capital no BRB. O banco assegurou que quaisquer medidas para o reforço de capital serão discutidas apenas após a finalização das auditorias independentes e das análises realizadas pelo Banco Central.

O BRB destacou ainda que, caso necessário, dispõe de um plano para a recomposição de capital, e ressaltou que possíveis aportes do acionista controlador não impactariam os recursos disponíveis no orçamento destinados a políticas públicas.

*Com informações da Reuters e Agência Brasil

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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