O acordo que foi assinado entre o Mercosul e a União Europeia durante o último fim de semana representa um marco significativo para o comércio exterior brasileiro. De acordo com um levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio (CNI), mais de 5 mil itens de origem brasileira terão isenção de impostos ao serem comercializados na Europa assim que o acordo entrar em vigor. Isso equivale a aproximadamente 80% de todas as exportações do Brasil para os países europeus.
Em contrapartida, o Brasil adotou uma postura cautelosa em relação à redução de suas próprias barreiras comerciais. O país se comprometeu a eliminar imediatamente tarifas que representam apenas 15,1% das importações provenientes da União Europeia, o que reforça uma situação economicamente favorável para o Brasil. Essa estratégia tem como objetivo proteger setores sensíveis da indústria nacional, proporcionando um tempo de adaptação adequado frente à nova dinâmica comercial que se estabelecerá.
Impacto econômico e geração de empregos
Conforme informações da Confederação Nacional do Comércio, este acordo é considerado uma virada estratégica para a indústria brasileira. A entidade enfatiza que as condições acordadas garantem um tempo apropriado para a adaptação do setor produtivo no Brasil. Além disso, essa negociação reposiciona o país em um cenário que diversifica seus parceiros comerciais, criando um importante incentivo para o avanço na agenda de competitividade.
Os dados preliminares de 2024 já demonstram o potencial impacto positivo que essa parceria comercial pode trazer. A cada R$ 1 bilhão exportado para a União Europeia, foram gerados cerca de 22 mil empregos no Brasil e movimentados R$ 3,2 bilhões na produção nacional. Com a redução das barreiras tarifárias, espera-se que esses números apresentem um crescimento significativo, ampliando a presença de produtos brasileiros no mercado europeu e fortalecendo diversos setores da economia nacional.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

