Resiliência da Economia dos EUA
A economia dos Estados Unidos deve manter sua resistência nos próximos dois anos, mesmo diante de um cenário desafiador para empresas e consumidores. Na última quinta-feira, a Fitch Ratings Inc. declarou que o crescimento econômico norte-americano deverá permanecer “relativamente resiliente”, com a expectativa de um crescimento de 1,9% em 2026 e 2027. Contudo, esse ritmo de progresso ficará significativamente abaixo dos 2,8% registrados em 2025.
Impactos da Incerteza e do Mercado de Trabalho
A agência observou que “a resiliência da economia dos EUA diante das crescentes incertezas relacionadas a mudanças tarifárias e aos picos nos preços do petróleo reflete sua capacidade de absorver choques e destaca sua flexibilidade”. No entanto, a demanda por mão de obra tem mostrado sinais de enfraquecimento, com uma queda considerável na criação de empregos em 2026.
Este aspecto relacionado ao mercado de trabalho é um dos mais delicados no contexto atual. Embora a economia norte-americana consiga lidar com os choques provocados por tarifas e aumento nos custos do petróleo, a perda de força na demanda por mão de obra é um indicativo de que essa resiliência não deve ser interpretada como uma ausência total de riscos. Para o mercado financeiro, essa combinação de fatores pode manter a discussão sobre as taxas de juros nos Estados Unidos no centro das decisões dos investidores.
Desafio da Inflação
A inflação continua a ser um problema recorrente. A Fitch projeta que os preços ao consumidor nos EUA permanecerão acima da meta estipulada pelo Federal Reserve durante 2026, alcançando um índice de 3,4% ao longo do ano. A expectativa é de uma desaceleração gradual até que a inflação se aproxime da meta de 2% no final de 2028. Em paralelo, a Fitch também reafirmou os Ratings de Inadimplência do Emissor (IDRs) de longo prazo dos EUA, tanto em moeda estrangeira quanto local, com a nota AA+.
Fonte: br.-.com

