Movimentação do Mercado: Otimismo no Ibovespa
O mercado de ações brasileiro apresentou um cenário otimista na terça-feira, dia 28 de julho. Apesar de o Ibovespa (BOV:IBOV), principal índice da bolsa de valores, ter encerrado o dia com ganhos moderados, com uma alta de 0,70%, atingindo 176.564 pontos, o volume financeiro movimentado durante a sessão alcançou R$ 15,8 bilhões. Este valor ficou ligeiramente abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, que era de R$ 16,5 bilhões. Durante a jornada, o mercado à vista celebrava a desaceleração da inflação, enquanto o contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) refletia as expectativas dos investidores sobre as diretrizes futuras da taxa de juros no país.
Influência do IPCA-15
O que impulsionou as negociações na bolsa de valores neste mesmo dia foi a divulgação do IPCA-15 de julho, que apresentou um resultado de 0,06%, abaixo do consenso de 0,20%. O acumulado de 12 meses também mostrou uma desaceleração, passando para 4,52% em relação ao anterior, que era de 4,80%. Esse indicador fortaleceu as expectativas acerca de um provável corte de 25 pontos-base na taxa Selic, prevista pelo Banco Central para a próxima reunião, com uma probabilidade de 89,4%. Também aumentou as chances de essa medida se manter em setembro. No cenário internacional, os investidores demonstraram cautela em relação aos Estados Unidos, onde o Nasdaq 100 (NASDAQI:NDX) recuou 0,99%, entrando em uma área de correção após acumular uma queda superior a 10% em relação a suas máximas recentes. Tal movimentação se deu em razão da forte desvalorização do setor de tecnologia e semicondutores, provocada pela ascensão da China na produção de máquinas para a fabricação de chips e incertezas sobre o investimento em Inteligência Artificial.
A confiança do consumidor, medida pelo Conference Board nos EUA, também apresentou queda, alcançando 90,8 em julho, em comparação com 92,2 anteriormente. No que diz respeito às decisões do Federal Reserve, a taxa-alvo para o Fed Funds foi mantida em até 3,75%. Em termos de geopolítica e commodities, o petróleo do tipo Brent (CCOM:OILBRENT) despencou 5,25%, sendo cotado a US$ 83,72, devido a negociações entre os Estados Unidos e o Irã relacionadas ao tráfego no Estreito de Ormuz. O preço do ouro (PM:XAUUSD) teve uma queda de 1,31%, e o minério de ferro em Dalian registrou uma diminuição de 0,20%, com cotação a US$ 109,49.
Destaques no Ambiente Corporativo
No ambiente corporativo da bolsa de valores, os destaques em termos de altas percentuais do dia no Ibovespa foram a Vamos (BOV:VAMO3), que apresentou um incremento de 5,05% e atua no segmento de locação de caminhões, máquinas e equipamentos pesados; a Hapvida (BOV:HAPV3), com um crescimento de 4,02%, que opera no setor de planos de saúde e serviços de atendimento integrado; e a Fleury (BOV:FLRY3), que valorizou-se em 3,21%, prestando serviços de medicina diagnóstica e exames laboratoriais.
Em contrapartida, as maiores quedas do índice foram lideradas por operadoras de telecomunicações, que divulgaram resultados considerados mistos pelo mercado. A Vivo (BOV:VIVT3) viu suas ações desvalorizarem 5,97%, enquanto a Tim (BOV:TIMS3) registrou uma queda de 5,81%, sendo ambas voltadas para telefonia móvel, internet banda larga e serviços digitais. Já as maiores contribuições positivas para a pontuação da bolsa de valores vieram da Axia (BOV:AXIA3), que subiu 1,93%; da B3 (BOV:B3SA3), que obteve uma valorização de 1,78% e opera como a infraestrutura do mercado financeiro nacional; e da Embraer (BOV:EMBR3), que teve um ganho de 2,26%, reconhecida mundialmente como fabricante de aeronaves comerciais, executivas e de defesa.
Outro ponto digno de destaque no dia foi a reorganização de recomendações feitas pelo JPMorgan no setor de proteínas, englobando as empresas JBS (BOV:JBSS3), Minerva (BOV:BEEF3) e MBRF (BOV:MBRF3). Além disso, a Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR), uma das companhias mais negociadas da sessão, aguardava a divulgação de seu relatório de produção do segundo trimestre.
Movimento de Juros Futuro e Câmbio
A sessão da terça-feira (28/07) também foi marcada por um expressivo movimento de alívio na curva de juros futuros (BMF:DI1FUT) negociada na B3. Esse alívio foi impulsionado tanto pelos dados da inflação do IPCA-15, que vieram abaixo do esperado, quanto pelo alinhamento com os rendimentos das Treasuries norte-americanas. Os vértices ao longo da curva de juros sofreram um recuo de até 7,0 pontos-base. As taxas de curto prazo ajustaram-se rapidamente, refletindo a expectativa do mercado quanto a um corte na Selic já na decisão do Copom, que ocorrerá na próxima semana. As taxas de médio e longo prazo acompanharam o alívio nos prêmios de risco e a desaceleração na média dos núcleos de inflação, que caiu para 0,21%.
No dia em que ocorreu o leilão do Tesouro Nacional, houve a venda total de 1,0 milhão de LFTs e de 111,7 mil NTN-Bs. No mercado de câmbio, o contrato futuro de dólar (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) operava próximo ao encerramento do dia com uma leve valorização de 0,10%, cotado a R$ 5,123 na paridade entre o Dólar Americano e o Real Brasileiro (FX:USDBRL), enquanto o índice DXY (CCOM:DXY) teve uma diminuição de 0,10%, alcançando 101,4 pontos.
Fonte: br.-.com

