Ibovespa Encerra em Queda
O Ibovespa (BOV:IBOV) fechou em queda nesta sexta-feira, dia 17 de abril, registrando 195.733 pontos, o que representa um recuo de 0,55%. A queda interrompeu uma sequência de três semanas consecutivas de alta e ocorreu em um pregão que foi fortemente influenciado pela pressão sobre as ações da Petrobras. Esse movimento aconteceu após o Irã sinalizar a reabertura do Estreito de Ormuz, o que resultou em uma queda nos preços do petróleo no mercado internacional. O volume financeiro totalizou R$33,7 bilhões, superando a média móvel de 50 sessões, o que indica um giro elevado mesmo em um dia negativo.
Comparando com o contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT), o índice à vista acompanhou uma tendência de pressão ao longo do dia. Isso refletiu um ajuste nas expectativas diante de um cenário externo mais favorável ao risco global, mas desfavorável para as commodities.
Reações ao Cenário Geopolítico
O cenário interno foi fortemente influenciado por eventos geopolíticos, especialmente aqueles envolvendo o Irã e os Estados Unidos. A divulgação da abertura do Estreito de Ormuz trouxe alívio para as cadeias globais de energia, resultando em uma queda de mais de 9% no petróleo Brent (CCOM:OILBRENT). Essa diminuição no preço do petróleo reduziu o prêmio de risco global, favorecendo ativos de risco no exterior. Os índices da bolsa norte-americana terminaram o dia em alta, com destaque para o Nasdaq 100 (NASDAQI:NDX), que acumulou sua décima terceira alta consecutiva. Simultaneamente, a queda nas Treasuries ajudou a diminuir a curva de juros no Brasil. No mercado de câmbio, o dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) apresentou recuo, acompanhando a fraqueza do índice DXY (CCOM:DXY). Na China, as incertezas em torno da demanda por minério continuaram a limitar ganhos mais consistentes das commodities metálicas.
Destaques Corporativos
No setor corporativo, o destaque negativo foi a Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR), a gigante integrada de petróleo e gás que opera nas áreas de exploração, refino e distribuição. As ações da Petrobras lideraram as perdas, registrando recuo de 5,31% nas ações ordinárias e 4,86% nas ações preferenciais. Entre as outras maiores quedas, destacou-se a Brava Energia (BOV:BRAV3), que teve uma queda de 6,28%, e a Braskem (BOV:BRKM5), uma importante petroquímica no setor de resinas termoplásticas, que caiu 5,55%. Por outro lado, na ponta positiva, a Vale (BOV:VALE3), uma das maiores mineradoras globais, destacou-se ao obter resultados operacionais melhores do que o esperado. Nas ações mais negociadas do dia, Petrobras, Vale e Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), um dos principais bancos da América Latina, foram responsáveis por grande parte do volume negociado, refletindo seu peso no índice.
Mercado de Juros Futuros
No segmento de juros futuros (BMF:DI1FUT | BMF:WINFUT), a sessão ficou marcada por um fechamento expressivo da curva, com quedas de até 22 pontos-base em vários vértices. Essa movimentação foi uma reação ao alívio inflacionário gerado pelas commodities, além do movimento global de queda nas taxas de juros. Os vértices de curto prazo reagiram a uma revisão nas expectativas para a política monetária, com crescimento nas apostas em cortes de juros mais acentuados. As opções digitais começaram a precificar 16% de chance de um corte de 50 pontos-base na próxima decisão, um aumento em relação aos 13% anteriores, embora o cenário base ainda preveja um corte de 25 pontos-base (75%). Os vértices de longo prazo também acompanharam a movimentação externa, indicando uma redução no prêmio de risco estrutural.
Fonte: br.-.com


