IPCA em desaceleração, ata do Copom ainda restritiva e outras novidades

IPCA em desaceleração, ata do Copom ainda restritiva e outras novidades

by Ricardo Almeida
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Movimentações da Semana no Brasil

A segunda semana de novembro se apresenta como um período ativo no Brasil, com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) programando a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de outubro. Além disso, o Banco Central brasileiro irá publicar a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Tanto o IPCA quanto a ata do Copom serão disponibilizados na terça-feira da semana. Na China, a atenção estará voltada para as vendas no varejo e a taxa de desemprego, que serão anunciadas na quinta-feira, dia 13.

IPCA de Outubro: Expectativa de Baixa Variação

A expectativa é de que o IPCA de outubro apresente a menor variação para esse mês desde 2019. O índice refletirá as quedas nos preços de energia, alimentos e combustíveis. Após a forte variação observada em setembro, que foi de +0,48%, espera-se uma desaceleração considerável, facilitando a possibilidade de cumprimento da meta de inflação prevista para 2025.

A projeção da Análise Econômica indica uma variação de +0,12%, o que reduziria a taxa anualizada de 5,17% para 4,71%, o menor nível registrado nos últimos nove meses. A avaliação do comportamento dos preços na cadeia produtiva e a valorização da moeda local contribuem para a continuidade do processo de desinflação no último bimestre do ano. A projeção para o fechamento do IPCA em 2025 permanece em 4,46%, dentro da margem de tolerância estipulada.

Ata do Copom e Expectativas da Política Monetária

A ata da última reunião do Copom não deve trazer indícios claros sobre os próximos passos da política monetária no Brasil. O tom hawkish apresentado no comunicado da reunião deve ser mantido, refletindo a postura conservadora do Banco Central, que visa preservar a eficácia da política monetária pelo maior período possível.

O Comitê evitará antecipar suas decisões de modo a não provocar ajustes prematuros nas curvas de juros futuros. Essa abordagem cautelosa reforça a percepção de que o primeiro corte na taxa Selic deve ocorrer apenas no primeiro trimestre do próximo ano.

Desempenho do Varejo e Serviços

Embora haja sinais de desaceleração na atividade econômica e uma estabilização no mercado de trabalho, espera-se que tanto o volume de vendas no varejo quanto no setor de serviços apresentem novos aumentos. Pagamentos de precatórios e a resiliência do mercado de trabalho devem impulsionar a oitava alta mensal consecutiva do setor de serviços, além de um crescimento adicional nas vendas do varejo brasileiro.

Se as projeções de crescimento se concretizarem, os números não devem suscitar grandes preocupações no mercado financeiro ou no Banco Central. Isso ocorre porque os indicadores antecedentes sugerem que, mesmo que ocorram, os aumentos tendem a ser marginalmente efetivos. Ademais, o segundo crescimento mensal consecutivo do varejo apenas reverteria parcialmente a queda acentuada observada entre os meses de abril e julho.

Projeções para o IGP-10 de Novembro

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de novembro é projetado para indicar uma reversão pontual na tendência atual. Após as deflações que foram registradas pelo IGP-M e pelo IGP-DI em outubro, as expectativas da Análise Econômica apontam para uma alta de 0,15% para o IGP-10.

No mês anterior, o índice teve um crescimento marginal de apenas 0,08%. Embora o fenômeno de deflação tenha se esgotado rapidamente, especialmente nos segmentos mais suscetíveis a variações nas commodities, o aumento projetado deve se restringir a apenas alguns produtos ao produtor. Assim, a recomposição dos preços tende a acontecer de forma assimétrica, continuando o padrão já estabelecido, o que pode influenciar a trajetória de desinflação em curso no país.

Desempenho Econômico da China e Impacto nas Commodities

Os novos empréstimos na China serão cruciais para determinar o comportamento dos preços das commodities na próxima semana. O mercado estará atento aos sinais emitidos pela economia chinesa, especialmente após os dados da balança comercial de outubro, que indicaram a primeira queda anual nas exportações desde março de 2024 e uma desaceleração significativa no ritmo de crescimento das importações.

A quantidade de novos empréstimos deve ajudar a calibrar as expectativas em relação à economia asiática nos últimos meses do ano. Também será importante para esclarecer se os dados da balança comercial refletem apenas um ajuste pontual, decorrente da antecipação de embarques devido à guerra comercial, ou se sinalizam uma nova fase de desaceleração da economia global e da economia chinesa.

Além disso, o mercado ficará atento aos próximos indicadores de varejo, produção industrial e preços ao produtor e consumidor, todos programados para serem divulgados na próxima semana.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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