Irã supostamente fecha o Estreito de Ormuz novamente, aumentando as incertezas sobre as negociações.

Irã supostamente fecha o Estreito de Ormuz novamente, aumentando as incertezas sobre as negociações.

by Patrícia Moreira
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Fechamento do Estreito de Hormuz

Iran confirmou no último sábado que o Estreito de Hormuz está fechado novamente e alertou os navios para se manterem afastados dessa rota marítima crucial. Entretanto, os Estados Unidos negaram essas alegações, afirmando que a via aquática permanece aberta.

Aumento das Tensões

As tensões entre Irã e Estados Unidos aumentaram poucos dias após a assinatura de um acordo provisório visando a redução das hostilidades na região. O anúncio feito pelo comando militar iraniano e pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica ocorreu enquanto negociadores iranianos se preparavam para viajar à Suíça para discussões de nível técnico com autoridades dos Estados Unidos, com início programado para domingo.

De acordo com a declaração do comando militar conjunto do Irã, o fechamento do estreito é uma resposta às contínuas operações militares israelenses no Líbano e ao que descreve como "má-fé" por parte dos EUA, além da falha em cumprir compromissos estabelecidos no marco do cessar-fogo, informou a AP. A televisão estatal iraniana anunciou que "passos subsequentes foram planejados" caso a agressão continue, segundo várias fontes.

Ataques em Território Libanês

Antes das declarações, ataques israelenses no sul do Líbano resultaram na morte de pelo menos 16 pessoas, incluindo duas crianças, segundo autoridades libanesas citadas pela AP. A Agência Nacional de Notícias do Líbano, que é estatal, informou que sete indivíduos continuam presos sob os escombros em Nabatiyeh e vilarejos nas proximidades, conforme relato da AP.

Monitoramento pela Marinha dos EUA

A Marinha dos Estados Unidos afirmou que o Estreito de Hormuz não foi fechado, e que as forças americanas estão monitorando a situação para assegurar que a via permaneça aberta, conforme relatado pela Reuters. O porta-voz do Comando Central dos EUA, Capitão Tim Hawkins, confirmou que "o Irã não controla o Estreito de Hormuz". Ele acrescentou que o tráfego continua fluindo e que as forças dos EUA estão acompanhando de perto a situação para garantir essa continuidade.

Implicações nas Negociações

A tentativa de fechar novamente o estreito eleva a complexidade das conversações na Suíça, que têm como objetivo avançar o acordo provisório assinado na quarta-feira entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, após quase quatro meses de conflito. O memorando assinado exigia a imediata interrupção das ações militares de Israel no Líbano e a reabertura total do Estreito de Hormuz, sem a imposição de tarifas por parte do Irã, por um período mínimo de 60 dias.

Desmentidos de Washington

Autoridades dos EUA contestaram a alegação do Irã de que o Estreito de Hormuz estava fechado. O porta-voz do Comando Central dos EUA, Capitão Tim Hawkins, repetiu sua afirmação de que "o Irã não controla o Estreito de Hormuz". Ele reiterou que o tráfego continua fluindo e que as forças dos EUA estão monitorando a situação.

Progresso nas Negociações Segundo Vance

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, adotou um tom otimista no sábado, afirmando que as negociações estavam avançando, apesar da recente ameaça do Irã de fechar o estreito. Em entrevista ao Fox News, Vance comentou que Jared Kushner, genro de Trump, e o enviado especial Steve Witkoff estavam trabalhando na Suíça nos detalhes técnicos do acordo. Ele acrescentou que as discussões estavam "indo bem".

Vance mencionou que o tráfego de petroleiros havia aumentado consideravelmente após o acordo de cessar-fogo. "Ontem conseguimos retirar 16 milhões de barris de petróleo do Estreito de Hormuz", afirmou ele. "Esse é um recorde que remete até antes do início do conflito".

Ele também indicou que os negociadores estavam concentrados em garantir o estoque de urânio enriquecido do Irã, tornando "praticamente impossível" para Teerã reestruturar seu programa nuclear, além de enfatizar que os Estados Unidos mantêm uma significativa alavanca econômica, caso o Irã não cumpra o acordo.

Vance expressou a expectativa de viajar para a Suíça dentro de alguns dias para participar das negociações sobre o Irã, embora tenha alertado que os arranjos diplomáticos envolvendo mediadores do Catar e do Paquistão ainda estão sendo finalizados.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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