- Kiyosaki acusou Wall Street de promover ativos financeiros que beneficiam apenas os insiders.
- Ele afirmou que ouro, prata e Bitcoin proporcionam valor fora do controle institucional.
- Suas previsões para o Bitcoin indicam um preço de US$ 250.000 até 2026.
Com a volatilidade retornando ao mercado de criptomoedas, Robert Kiyosaki, autor de “Pai Rico, Pai Pobre”, se manifestou em defesa do Bitcoin e dos ativos descentralizados.
Diante das oscilações de preços e da crescente desconfiança pública em relação às moedas digitais, Kiyosaki argumenta que o Bitcoin continua sendo uma proteção contra sistemas financeiros centralizados e contra a inflação.
Ele o descreveu como “o dinheiro do povo”, contrastando-o com o que ele chama de “dinheiro falso” emitido pelo Federal Reserve e pelo Tesouro dos Estados Unidos.
Embora as críticas passadas de Warren Buffett, que rotulou o Bitcoin como “jogo de azar”, tenham ressurgido nas redes sociais, a resposta de Kiyosaki reacendeu o debate nas comunidades financeiras.
Seu recado foi claro: a culpa não está nas criptomoedas, mas em um sistema fiduciário quebrado que ele acredita que Wall Street ainda sustenta.
Riscos do sistema fiduciário e desconfiança nas instituições
Kiyosaki rejeita há muito tempo a ideia de que instituições centralizadas deveriam ser a espinha dorsal da riqueza.
Para ele, o verdadeiro perigo para os investidores não é a volatilidade do Bitcoin, mas a contínua dependência de um sistema impulsionado por inflação e dívida.
Ele alertou que ativos como ações e títulos, frequentemente promovidos por investidores institucionais, são igualmente vulneráveis a colapsos.
Segundo ele, a questão central é a confiança. Enquanto os mercados tradicionais alegam oferecer segurança, Kiyosaki os vê como ferramentas que enriquecem os poderosos, enquanto expõem as pessoas comuns ao risco.
Isso, ele argumenta, é o que faz com que ativos descentralizados como Bitcoin e Ethereum estejam ganhando espaço; eles proporcionam autonomia financeira em um ambiente instável.
Ele classifica o ouro e a prata como “dinheiro de Deus” e o Bitcoin como “dinheiro do povo”, ressaltando sua independência do controle do governo e da impressão de moeda.
Com um limite de 21 milhões de moedas, Kiyosaki afirma que o Bitcoin oferece uma proteção que as moedas fiduciárias simplesmente não conseguem igualar.
Desafio de Kiyosaki ao establishment financeiro
À medida que Wall Street continua a vender produtos institucionais, Kiyosaki está convocando as pessoas a reconsiderarem o que realmente possui valor.
Ele questionou até quando os investidores poderão confiar em ativos baseados em papel em um mundo onde os bancos centrais podem imprimir moeda sem limites.
Ele enfatizou que necessidades do mundo real não podem ser substituídas por abstrações financeiras.
“Você não pode viver em uma casa de papel, dirigir usando combustível de papel ou comer comida de papel,” escreveu, apontando para a natureza artificial da riqueza baseada em moeda fiduciária.
Em comparação, ativos como o Bitcoin oferecem uma alternativa descentralizada e de oferta limitada que ele acredita ser mais adequada para sobreviver à instabilidade econômica.
Previsão para o Bitcoin e direção do mercado
Diante da incerteza mais ampla do mercado, Kiyosaki também fez uma previsão ousada. Ele prevê que o Bitcoin pode alcançar US$ 250.000 até 2026, um aumento significativo em relação ao nível atual em torno de US$ 95.600.
Embora essa projeção seja especulativa, ela se alinha com sua crença de que ativos descentralizados irão superar à medida que a confiança nas moedas fiduciárias continuar a erodir.
Embora a visão de Warren Buffett sobre o Bitcoin como especulativo persista, a mensagem de Kiyosaki oferece um desafio contundente ao status quo financeiro.
Seus comentários refletem uma mudança crescente no sentimento dos investidores, onde controle, transparência e escassez são vistos como mais valiosos do que a garantia institucional.
Fonte: coinjournal.net

