Enjoei encerra atividades no Elo7 após redução de receita; usuários relatam perdas - Times Brasil

O que a 6ª fase da Operação Compliance Zero está investigando? – Times Brasil

by Fernanda Lima
0 comentários

A Polícia Federal deflagrou, na última quinta-feira (14), a sexta fase da Operação Compliance Zero, que tem como objetivo investigar uma organização criminosa supostamente envolvida em esquemas de intimidação, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de sistemas de informática.

A ação foi realizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde os agentes cumpriram um total de sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, todos autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

Essa nova fase da investigação se concentra em um grupo identificado pela PF como responsável por monitorar adversários, acessar informações sigilosas de forma ilegal e pressionar jornalistas e autoridades.

Medidas adicionais foram determinadas, incluindo o afastamento de indivíduos de cargos públicos e o bloqueio e sequestro de bens pertencentes aos investigados.

O que investiga a 6ª fase da Operação Compliance Zero

Conforme a Polícia Federal, esta operação visa aprofundar as apurações sobre uma estrutura clandestina que teria sido utilizada para proteger interesses relacionados ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Os investigadores indicam que o grupo atuava por meio de ameaças, obtenção irregular de dados e articulações para manipular informações públicas.

As investigações revelaram que integrantes da organização realizavam invasões em dispositivos eletrônicos, monitoravam alvos e tentavam eliminar conteúdos negativos da internet. A PF também analisa pagamentos realizados para a divulgação de informações favoráveis ao banco e ao empresário.

Entre os crimes em investigação estão organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, ameaça, violação de sigilo funcional e invasão de sistemas informáticos.

Prisão do pai de Daniel Vorcaro

Um dos alvos desta fase da operação foi o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, que foi preso preventivamente devido a suspeitas de envolvimento nas atividades do grupo criminal investigado.

Henrique Vorcaro é o fundador do Grupo Multipar, um conglomerado atuante nos setores de engenharia, energia, agronegócio e mercado imobiliário em Minas Gerais. Segundo informações da Polícia Federal, ele foi identificado como beneficiário de movimentações financeiras atribuídas a seu filho.

Leia também: Pai de Daniel Vorcaro é preso na sexta fase da Operação Compliance Zero

Os investigadores também afirmam que Henrique teria vínculos com uma estrutura denominada “A Turma”, a qual foi descrita como uma milícia privada utilizada para intimidar críticos e adversários do ex-banqueiro.

Grupo é suspeito de ameaçar jornalistas

As investigações apontaram mensagens que sugerem discussões sobre agressões físicas contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Segundo a Polícia Federal, as conversas teriam ocorrido entre membros do grupo investigado e envolvido pessoas próximas a Daniel Vorcaro.

A operação resultou ainda na prisão de uma delegada da Polícia Federal que é suspeita de fazer parte do esquema. A investigação revela que membros dessa organização teriam utilizado acessos e informações privilegiadas para monitorar alvos e obter dados sigilosos.

Leia também: Caso Master: PF investiga aplicação de R$ 107 milhões do fundo de previdência de Cajamar

Outro nome mencionado nas investigações é Luiz Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”. A Polícia Federal informa que ele teria atuado em ações de invasão de sistemas federais e monitoramento clandestino.

Investigação já acumula seis fases

A Operação Compliance Zero já contabiliza seis fases e tem expandido seu alcance para investigar possíveis crimes financeiros, bem como estruturas não oficiais de espionagem e intimidação.

Em março, Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente. Ele é suspeito de coordenar pagamentos que seriam destinados aos integrantes do grupo investigado.

Ainda naquele período, Luiz Mourão foi encontrado morto após ser preso. A Polícia Federal apurou que ele cometeu suicídio.

Defesa contesta decisão

Os advogados de Daniel Vorcaro sustentam que as decisões judiciais se fundamentam em fatos que, segundo eles, ainda não foram devidamente esclarecidos pela defesa.

Em um comunicado, os defensores afirmaram que apresentarão documentos e explicações com o intuito de comprovar a legalidade das operações financeiras mencionadas na investigação.

Leia mais:

A defesa ainda argumentou que medidas cautelares menos severas poderiam ter sido consideradas antes da decisão de decretar as prisões preventivas, como determinado pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero.

Fonte: timesbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy