Performance do S&P 500 e Expectativas do Mercado
O índice S&P 500 está prestes a encerrar uma série de quatro dias de queda nesta quarta-feira, porém a pressão enfrentada pelo índice ao longo da semana pode não ter chegado ao fim. As temores persistentes sobre os níveis de avaliação das ações de inteligência artificial têm afetado os principais índices nos últimos tempos. Embora os investidores estivessem otimistas ao longo da quarta-feira de que os resultados do terceiro trimestre da Nvidia, divulgados após o fechamento do mercado, não decepcionariam, contribuindo para que o S&P 500 apresentasse uma leve alta, todos os três principais índices dos EUA ainda permanecem com queda de pelo menos 1% ou mais na semana.
Desempenho Inicial da Semana
A semana começou na segunda-feira, com o S&P 500, em sua ampla abrangência de mercado, fechando com uma baixa de quase 1% e abaixo de sua média móvel de 50 dias (MA) pela primeira vez em 138 dias de negociação. Esse período representa o mais longo desde 2007 e a sexta maior duração em 75 anos, segundo dados de Adam Turnquist, da LPL Financial. De forma mais alarmante, na segunda-feira, o S&P 500 também negociou abaixo do limite inferior de um canal de preços ascendente.
Análise Técnica e Expectativas de Correção
Quando esses eventos são combinados com a violação da média de 50 dias, Turnquist acredita que agora existe uma chance maior de que as ações sofram perdas adicionais, possivelmente caindo pelo menos 10% em relação ao último pico do S&P 500. Ele mencionou que:
"When you look at, for example, what’s happening with momentum, what’s happening with market breadth, what’s happening with leadership in the market, I think all of those signals collectively point to higher risk for a deeper pullback than what we’re seeing right now."
Ele não afirma que isso signifique o fim do mercado em alta, mas considera que uma correção estaria dentro do esperado com base na situação atual do mercado. Em Wall Street, uma correção é geralmente definida como uma queda de 10% ou mais, enquanto um mercado em baixa é reconhecido a partir de uma queda de 20% ou mais.
Histórico e Expectativas de Retorno
A mais recente alta no S&P 500 foi a 18ª vez desde 1950 que o índice permaneceu acima de sua média móvel de 50 dias por um período prolongado de pelo menos 100 dias de negociação. Dados da LPL mostram que, em ocorrências anteriores em que esse período prolongado acima da média de 50 dias chegou ao fim, o retorno médio nos 12 meses seguintes foi de 6,2%, abaixo da média de retorno de 12 meses de 9,5%. Isso sugere que "talvez retornos fracos sejam parte da narrativa", segundo Turnquist.
Setores Defensivos e Perspectivas para o Fim do Ano
A aversão ao risco já se manifestou, com setores defensivos, como o de saúde, liderando o desempenho, apresentando um crescimento de 5% até agora em novembro, o melhor entre os 11 principais setores do S&P 500. Em consequência, Turnquist questiona se os investidores poderão observar um rally de final de ano, especialmente se as ações de inteligência artificial continuarem a enfraquecer.
Projeções de Queda do S&P 500
O estrategista acredita que o S&P 500 corre o risco de cair para 6.550 em um futuro próximo e poderia até mesmo atingir 6.200 nos próximos dois meses, um valor que fica ligeiramente acima dos picos de fevereiro. Se o índice descer desse patamar, os investidores podem ter que desistir da ideia de que o mercado em alta continuará.
Turnquist concluiu que:
"If the S&P takes out its February highs, those coincide right near the 200-day moving average, so a major, major support level where there should be buying pressure from bulls. If that gave out, then I think you have to rethink this concept of the bull market continuing any further."
Fonte: www.cnbc.com


