Queda nos Preços do Petróleo nos Estados Unidos
Os preços do petróleo bruto nos Estados Unidos sofreram uma queda aproximada de 6% na quarta-feira, em resposta a um relatório que indicava que o Irã restabeleceria o tráfego através do Estreito de Ormuz como parte de um acordo com os Estados Unidos.
Desempenho das Commodities
Os futuros do West Texas Intermediate caíram mais de 5%, atingindo o valor de $88,84 por barril até as 9h (horário do leste dos EUA). Já o petróleo Brent, que é o padrão internacional, teve uma diminuição superior a 4%, com o preço chegando a $95,09.
Compromissos do Irã
Teerã se comprometeu a restaurar o tráfego comercial através do Estreito de Ormuz aos níveis anteriores à guerra dentro de um mês após a formalização do acordo com os Estados Unidos, conforme relatado pela Reuters, citando a televisão estatal iraniana.
Entretanto, o Irã administrará o tráfego de navios através do Estreito em cooperação com Omã, segundo informações da televisão estatal. As forças militares dos Estados Unidos se retirariam da área próxima ao Irã e o bloqueio naval seria levantado, de acordo com os relatos citados.
Tensão Entre Irã e EUA
Nesta semana, o Irã e os Estados Unidos estavam em uma posição instável, oscilando entre a concretização de um acordo e uma nova rodada de escalada militar. As forças dos EUA realizaram ataques no sul do Irã, caracterizados pelo Pentágono como uma medida de defesa. Teerã prometeu retaliar em resposta a esses ataques.
Perspectivas da Indústria
Especialistas da indústria mantém um ceticismo em relação à rápida recuperação dos fluxos de petróleo aos níveis anteriores à guerra. Sultan Ahmed Al Jaber, presidente da Abu Dhabi National Oil Company, afirmou na semana passada que levará pelo menos quatro meses para que os fluxos de petróleo atinjam 80% dos níveis normais, mesmo que o conflito entre os Estados Unidos e o Irã seja solucionado imediatamente. Ele destacou que será necessário até o primeiro ou segundo trimestre de 2027 para que os fluxos se normalizem completamente.
Fonte: www.cnbc.com


