Investimento da Shell na Raízen
A petroleira Shell anunciou um compromisso de investir R$3,5 bilhões na Raízen (RAIZ4), que é a maior produtora global de açúcar e etanol de cana, atualmente enfrentando dificuldades financeiras. Esta informação foi divulgada pelo presidente-executivo da empresa de energia no Brasil na última terça-feira.
Desafios enfrentados pela Raízen
A Raízen, que se destaca como uma das líderes na distribuição de combustíveis no Brasil, vem enfrentando uma série de prejuízos significativos e um aumento preocupante de sua dívida líquida nos trimestres recentes. Esses resultados adversos são atribuídos a investimentos que se revelaram onerosos, além de condições climáticas desfavoráveis que impactaram negativamente as safras.
Na última divulgação de resultados, realizada em fevereiro, a companhia emitiu um alerta sobre uma “incerteza relevante” quanto à sua capacidade de continuar operacional.
Reação do mercado e propostas
Conforme noticiado pela Reuters na semana anterior, a Shell irá injetar R$3,5 bilhões na Raízen. Fontes sugeriram que esse montante seria desproporcional aos recursos que proviriam da Cosan, que também detém participação na empresa por meio de uma joint venture. Também foi reportado que os credores da Raízen estavam insatisfeitos com uma proposta do BTG Pactual. Esse banco administra um fundo que se tornou um dos acionistas controladores da Cosan no ano passado e sugeriu uma divisão da Raízen em duas entidades: uma que continuaria com a distribuição de combustíveis e outra que abrigaria as refinarias e outros ativos.
Estrutura futura da Raízen
Cristiano Pinto da Costa, presidente-executivo da unidade brasileira da Shell, afirmou que a empresa prefere manter a fabricação de açúcar — que enfrenta dificuldades — unida. Ele também mencionou que a Shell espera que o outro acionista contribua com um investimento adicional de R$3,5 bilhões para a Raízen.
Embora exista a possibilidade de dividir a Raízen em duas unidades separadas no futuro, Costa destacou que essa avaliação só deve ocorrer após a conclusão do processo de recapitalização.
Fonte: www.moneytimes.com.br


