Taxas de DIs registram leve queda, mas curva sinaliza possível alta da Selic em agosto

Taxas de DIs registram leve queda, mas curva sinaliza possível alta da Selic em agosto

by Ricardo Almeida
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A curva de juros futuros

A curva de juros futuros interrompeu uma sequência de seis dias consecutivos de alta, apresentando um breve alívio nos preços do petróleo e um enfraquecimento do dólar, com o conflito no Oriente Médio ainda sendo uma questão relevante para o mercado.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, que é de curtíssimo prazo, apresentou uma queda de 4 pontos-base em relação ao ajuste anterior, encerrando em 14,480%, contra 14,430% do fechamento anterior.

A taxa de DI para janeiro de 2029, que se refere ao médio prazo, também apresentou ajuste, encerrando as negociações em 14,920%, em comparação aos 14,945% registrados anteriormente, o que representa uma queda de quase 3 pontos-base.

Por sua vez, a DI para janeiro de 2036, correspondente ao longo prazo, terminou o dia em 14,625%, em relação aos 14,710% do fechamento da última segunda-feira, dia 8, evidenciando uma queda de cerca de 8 pontos-base.

No mercado de títulos do Tesouro norte-americano, conhecidos como Treasuries, também se registrou uma queda, aguardando novos dados relacionados à inflação.

O yield do Treasury de dois anos, que é mais sensível às alterações na política monetária, terminou em 4,120%, frente a 4,158% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos, que serve como referência para empréstimos imobiliários, financiamentos de veículos e dívidas de cartão de crédito, caiu para 4,520%, em comparação a 4,550% verificado na última segunda-feira, dia 8.

De olho na Selic

A deterioração das expectativas do mercado em relação à inflação e à política monetária continua a impactar a curva a termo, uma vez que o mercado já está precificando a possibilidade de altas, mesmo que em probabilidade reduzida, na Selic durante o segundo semestre deste ano.

Desde o final do mês passado, importantes players do mercado começaram a revisar suas projeções macroeconômicas, após a divulgação de dados considerados ‘robustos’ referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) e a outros indicadores que superaram as expectativas. Os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, especialmente no que diz respeito aos preços de energia e suas potenciais repercussões sobre a inflação, também estão sendo considerados como fatores relevantes nas revisões de expectativas.

Essas considerações têm se traduzido em estimativas que indicam um ciclo de corte de juros mais curto, o que implica em uma Selic mais alta até o final de 2026.

Nesta terça-feira, o BTG Pactual divulgou um relatório onde expressa expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduz a taxa em 25 pontos-base, de 14,50% ao ano para 14,25% ao ano, na próxima semana, representando o último ajuste do ciclo iniciado em março deste ano.

Paralelamente, a curva atual precifica a manutenção dos juros desde a última sexta-feira, dia 5. No dia de hoje, as opções do Copom negociadas na B3 apontam uma probabilidade de 62,50% de que a Selic se mantenha inalterada na próxima decisão, segundo a atualização mais recente divulgada ontem, dia 8. Já a chance de um corte de 25 pontos-base é de 35%.

Durante a tarde, o contrato de DI para janeiro de 2027 foi precificado com uma possibilidade de alta de 25 pontos-base em agosto, ainda que de forma marginal.

Nos Estados Unidos, a expectativa de aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), que é o Banco Central do país, no segundo semestre se consolidou praticamente desde a semana passada, após a divulgação de dados do mercado de trabalho que foram consideravelmente mais fortes do que o esperado.

No final da tarde de hoje, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava uma probabilidade de 50,5% de que o Fed retome o aperto monetário em sua próxima reunião de política monetária, que ocorrerá em outubro. Atualmente, a taxa de referência dos EUA se encontra na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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